domingo, 11 de abril de 2010

Ciclo II - Modulo I - Fisiologia (Parte III)

MUSCULO CARDÍACO E FISIOLOGIA CARDIOVASCULAR


Músculo Cardíaco

O coração se apóia sobre o diafragma, perto da linha média no tórax, no mediastino (massa de tecido que se estende do esterno à coluna vertebral. 2/3 do coração ficam à esquerda da linha média. O ápice se dirige para frente, baixo e para a esquerda.

O mediastino tá localizado na linha média do nosso corpo, está no meio da cavidade toráxica. A traqueia passa pelo mediastino.

O coração parece um triângulo invertido, ele está no meio, 2/3 está inclinado para o lado esquerdo.


Camadas de revestimento do coração:



- Pericárdio: a mais externa, é uma membrana transparente, bem fina que protege e limita a expansão do coração.
- Miocárdio: tecido muscular cardíaco do coração que tem como função realizar as contrações e relaxamentos do coração.
- Endocárdio: tecido bem fino que reveste internamente as quatro cavidades do coração.


Câmaras Cardíacas


4 câmaras
* Átrio direito
* Átrio esquerdo
* Ventrículo direito
* Ventrículo esquerdo

Espessura do miocárdio: varia de acordo com a função da câmara

Septo átrio ventricular: separam os átrios dos ventrículos.
Septo interatrial: separa os 2 átrios.
Septo interventricular: separa os 2 ventrículos.

Do lado direito do coração sempre vai entrar e sair sangue pobre em O2
Do lado esquerdo sempre vai entrar e sair sangue rico em O2

O sangue sempre vai entrar no coração pelos átrios e sempre sai pelos ventrículos.


Válvas cardíacas

Tricúspide
Bicúspide (Mitral)

- Septo átrio ventricular: valva tricúspide e mitral. A valva tricúspide tem 3 pontas que se abrem e fecham para passagem de sangue.

Mitral (localizada no lado esquerdo do coração)
Tricúspide (localizada no lado direito do coração)

As valvas abrem-se e fecham-se em resposta à variações de pressão
As valvas asseguram o fluxo unidirecional de sangue, impedindo o refluxo


Válvas arteriais

- Aórtica: maior artéria do corpo, sai do ventrículo esquerdo (VE).
- Pulmonar: leva o sangue pobre em O2 para o pulmão.


Observações:

Valva: controla o fluxo de sangue no coração no sentido unidirecional dos átrios para os ventrículos e dos ventrículos para as artérias.

Quando a tricúspide e mitral estão abertas significa que o sangue está indo dos átrios para os ventrículos.

Quando a aórtica e pulmonar estão abertas significa que o sangue está indo dos ventrículos para os átrios.

Na hora que o nosso coração contrai e relaxa modifica a pressão.

A contração do músculo cardíaco diminui o volume interno aumentando a pressão.

O sangue sempre flui para locais onde a pressão é maior para menor.

O que faz a valva abrir e fechar são as diferenças de pressão.

Por que o sangue sai do coração e sempre volta? Por causa das diferenças da pressão onde o sangue flui do maior para menor.


Vias circulatórias:
Duas vias fechadas:
- C. Pulmonar ou pequena circulação: o sangue sai do coração e vai para o pulmão e depois volta para o coração.
- C. Sistêmico ou grande circulação: o sangue sai do coração e vai para o corpo todo e depois volta para o coração.


Circulação Pulmonar: sai pobre em O2 sai do ventrículo direito (VD) pela artéria pulmonar. Uma vai para o pulmão direito e a outra para o pulmão esquerdo (se ramifica e vai para o pulmão direito e esquerdo).

* Artéria: vasos que saem do coração.
* Veia: vasos que chegam no coração.

O sangue que sai dos pulmões (que está rico em O2), vai para o coração através das veias (são quatro veias) pulmonares chegando no átrio esquerdo.


Circulação Pulmonar
* Leva sangue desoxigenado
*VD-alvéolos-Átrio esquerdo
* Tronco pulmonar
- Arteria pulmonar direita
- Artéria pulmonar esquerda
* Capilares - Trocas gasosas
* Veias pulmonares
- 2 veias pulmonares direitas
- 2 veias pulmonares esquerdas


Circulação Sistêmica: o sangue que chegou no AE vai para o VD onde foi aberto a valva mitral, levando o sangue rico em O2 para todas as células do corpo pela artéria aorta. O sangue que sai dos tecidos, sai pobre em O2 e retorna ao coração no AD, pelas veias cavas que são duas (superior e inferior), essas veias chegam no AD.

A circulação sistêmica e pulmonar acontece ao mesmo tempo.

Circulação Sistêmica
* Leva sangue oxigenado
* VE-capilares-Átrio direito
* Artéria aorta
* Veia cava superior
* veia cava inferior
* Seio coronário



Artéria Aorta

A artéria aorta tem 3 regiões:

- Aorta ascendente: sai as primeiras ramificações
* artérias coronárias (são artérias que levam o sangue rico em O2 para o coração)
* arco da aorta: tem uma artéria que é ramificada em duas. A que vai para a cabeça chama artéria carótida direita (leva O2 para a cabeça). E a outra é a artéria subclávia direita (para o braço).
Artéria carótida esquerda: cabeça do lado esquerdo
Artéria subclávia esquerda: braços do lado esquerdo
- Aorta descendente: vai ter várias artérias bronquias, renais, ilíacas. Sai artérias que levam O2 para o restante do corpo (perna, toda a região abdominal e toráxica).



Capilares sanguíneos


Contato com as células dos tecidos. É onde ocorre trocas gasosas.

Os capilares (vasos finos de menor calibre), são vasos sanguíneos que tem função principal de trocas (gases, nutrientes) entre sangue e tecido.

As paredes dos capilares são finas para facilitar as trocas. São formadas praticamente por células endoteliais.

As substâncias entram e saem com facilidade.

Tem nos rins e intestino onde tem muita absorção de nutrientes.

O sangue vem da artéria --> artéria se ramifica --> formam a arteríola --> arteríola se ramifica --> formam os capilares --> então ocorrem as trocas (O2, CO2 e nutrientes).

--> Os capilares formam a vênula --> que viram veias e levam o sangue para o coração.



Artéria

É um vaso sanguíneo que leva o sangue que sai do coração em direção aos tecidos. Características:

- Tem 3 camadas internas formadas por células endoteliais (protegem o vaso). Produzem substâncias importantes que se chama NO (óxido nítrico) --> promove dilatação dos vasos (vasodilatação).

- Lúmer (luz): onde flui o sangue

- Túnica íntima: formada por células endoteliais.

- Túnica média: formada por músculo liso. Dá capacidade de vasodilatação e vasoconstrição (controla o fluxo influenciando na pressão).

- Túnica adventícia: mais externa, constituídas principalmente de fibras elásticas.



Veia


Características das Veias

Uma veia é um vaso sanguíneo que conduz o sangue de volta para o coração.
O sangue circula nas veias, sai dos órgãos e chega no coração.

A artéria aorta leva o sangue com O2 para as células dos órgãos, os tecidos ficam com o O2. As veias levam o sangue pobre em O2 para o coração com exceção dos pulmonares.

Possui as seguintes camadas:

- Túnica íntima

- Túnica média

- Túnica adventícia

A diferença é que na túnica média das artérias tem muito mais músculo liso (é mais grossa) do que as da veia. E por isso as artérias que tem mais músculo liso tem mais contração (vasoconstrição e vasodilatação). A artéria é mais dilatada e a veia é mais comprimida.

Dependendo da situação a artéria se dilata para direcionar mais sangue. Ex:
- ao correr: aumenta para o coração e músculo esquelético.
- na digestão: aumenta para o sistema digestório.

A veia então tem menos capacidade de fazer vasoconstrição e vasodilatação.

Outra característica:

Possui as válvulas venosas para manter o fluxo do sangue para uma única direção (unidirecional) para o sentido do coração.

As válvulas venosas evitam o refluxo.

Quando o sangue tem que subir (por exemplo, o sangue das pernas para o coração), o que faz
com que ele consiga subir são as válvulas.





Retorno Venoso




É o volume de sangue que flui de volta ao coração pelas veias sistêmicas.

* Depende da diferença de pressão entre as vênulas (16 mmHg) e o AD ( 0 mmHg).

* Embora essa diferença seja pequena, o retorno venoso ao AD = ao volume de sangue ejetado pelo VE, pois a resistência nas veias é menor.

* Se a pressão no AD aumentar, diminui o RV

Contração do coração: pressão aumenta e o sangue sai.
Relaxamento do coração: pressão diminui e o sangue entra


Decorre da pressão gerada em três meios:
1) Contração do coração
2) Bomba muscular esquelética
3) Bomba respiratória


Fatores que influenciam o retorno venoso (fatores que fazem com que tenha o retorno venoso):

1) Diferenças de pressão:

- Quando o músculo cardíaco contrai e relaxa dá essa diferença.
Quando o ventrículo contrai a pressão aumenta muito (valor médio 93mmHg) e então o sangue sai e circula para o corpo.
Quando os átrios relaxam a pressão é muito baixa. Nas veias (16mmHg) e nos átrios (0mmHg)

O sangue sempre flui do local de pressão maior e entra no local de menor pressão e então é por isso que ele sempre sai dos ventrículos quando contrai e ele sempre entra nos átrios quando eles relaxam... porque é a menor pressão possível.


2) Válvulas venosas (pregas ao longo da veia)

O sangue sobe através das diferenças de pressão e também não retornam através da Lei da gravidade porque as válvulas vão abrindo e fechando. Assim que o sangue passa a válvula se fecha impedindo que há refluxos e que o sangue volte. Depois ela se fecha. Abre e fecha.

Quando uma válvula está lesada, o sangue retorna por causa das diferenças de pressão mas também pode ter refluxo. E esse sangue acumulado somente retorna quando ocorre outro fluxo. Esse acúmulo pode causar as varizes.

Varizes: o sangue acumulado dilata a parede da veia, indica problema de circulação sanguínea. A válvula não fecha. Nas pernas ocorre mais pois é mais difícil a circulação.

O que causa varizes?
- Ficar muito tempo em pé
- Problemas hormonais alteram as características dos vasos
- Hereditários: pessoas que nascem com fragilidade nesses vasos. Problema na formação dos vasos.

Pode ter essa alteração em veias periféricas e também veias internas (onde não dá para ver).

Problema: aumenta a probabilidade de trombose pois,

1) o sangue fica acumulando
2) esse sangue então fica obstruindo a passagem
3) esse sangue na parede, ativa a cascata de coagulação (forma coágulo)
4) esse coágulo anormal (que se criou sem necessidade / sem corte) = TROMBO
5) o trombo formado obstrui / dificulta a passagem de sangue. Ele pode se soltar da parede e começar a circular no sangue = EMBOLIA.

O certo é o sangue ficar líquido e fluindo com facilidade - sem obstrução.

Ex: Embolia pulmonar e do coração:

Embolia pulmonar: pode obstruir o vaso que leva sangue para o pulmão.
Vem pela veia cava inferior, passa pelo átrio, ventrículos e pode obscruir um vaso no pulmão. E se não ficar no pulmão, ele vai se acumulando a cada volta até poder obstruir uma veia mais importante (por exemplo do coração) levando até a morte.


Cirurgia das varizes:
- tira as veias que estão lesadas
Anastomose: comunicação, ramificação entre os vasos

Após a cirurgia (mesmo retirando a veia pode até melhorar a circulação)

Por que pode voltar a ter varizes depois da cirurgia?
1 - porque tem que tratar a causa
2 - angiogênese: formação de novas ramificações e que podem coagular.
3 - contração muscular: se a pessoa está imóvel o retorno do sangue fica mais difícil.

Contração do músculo esquelético (comprime as veias) principalmente do músculo da batata da perna (gastroctêmio) é muito importante para o retorno do sangue venoso.

Para quem fica muito sentado --> ficar levantando e descendo os pés é um exercício muito bom de se fazer.

A falta de contração muscular pode levar a trombose.



Resumo:

Artérias
Túnica íntima, média e adventícia.


Arteríolas
São artérias muito pequenas que distribui sangue aos vasos capilares. Tem um papel importante na regulação do fluxo sanguíneo das artérias em direção aos vasos capilares.


Vasos capilares
Conectam as arteríolas as vênulas. Permitem a troca de nutrientes e resíduos entre as células do corpo e sangue.


Vênulas
São semelhantes às arteríolas, suas paredes são mais finas próximo aos capilares e engrossam a medida que progridem em direção ao coração.


Veias
As veias são estruturalmente semelhantes as artérias. Podem formar as válvulas venosas que impedem o refluxo de sangue.



Vasos Linfáticos



* Retira o excesso de líquido dos tecidos
* Participa das respostas imune
* Transporta lipideos para o sangue


Artérias: vermelho
veias: azul
vasos linfáticos: verde

Características:
Diferença dos vasos linfáticos e vasos sanguíneos:

- Os vasos sanguíneos usam um órgão (o coração) que bombeia e leva o sangue para os tecidos.
- Vasos linfáticos não possue órgão para isso. Usa os capilares. Onde tem capilares sanguíneos tem os capilares linfáticos.

Os capilares linfáticos são formados por células parecidas com as células endoteliais que oganizadas formam estruturas que lembram válvas que vão facilitar o direcionamento do líquido dentro desse vaso.

A pressão na veia é menor do que a pressão na artéria. Quando o sangue chega nos capilares sanguíneos um pouco do sangue sai do plasma e vai para o tecido. Isso ocorre por causa da pressão hidrostática alta e também porque as paredes dos capilares são finas. Uma parte desse líquido que saiu volta através dos capilares das veias porque a pressão hidrostática é baixa. É a drenagem. Mas como a veia não retira tudo ficaríamos com edema (inchados) por causa desse líquido nos tecidos. Então o sistema linfático vai através dos capilares linfáticos. Esse líquido que está no tecido entra nos capilares linfáticos = LINFA (líquido que circula nos capilares linfáticos). A LINFA é constituída de H2O, íons, proteínas, ácidos graxos e corresponde ao excesso de líquido que estava nos tecidos e que entrou no vaso linfático. Ou seja, surge do plasma.

Os capilares linfáticos formam a linfa e passam pelos linfodonos (o linfodono vai bloquear qualquer microorganismo que tiver na linfa) e depois esses vasos linfáticos vão se unindo e no final joga essa linfa que foi recolhida em todos os tecidos e na veia cava superior. Ou seja, continua circulando novamente os órgãos junto com o sangue até chegar na urina para ser eliminado.

Drenagem linfática: movimentos, massagens que estimulam o sistema linfático. Faz-se no sentido dos vasos para fluir em direção do coração. O líquido que está em excesso nos tecidos vão para o vaso e depois quando passa para a urina vai ser eliminado.

Lembramos que as veias também retiram o líquido dos tecidos.

Então, o sistema linfático:

* Via acessória pela qual o líquido pode fluir dos espaços intersticiais para o sangue.
* Consiste de um líquido (LINFA) que flui pelos vasos linfáticos e linfonodos. Vasos linfáticos começam como capilares linfáticos, localizados entre as células de praticamente todo o corpo, que permitem que o líquido intersticial flua para o vaso linfático de forma unidirecional



FIBRAS MUSCULARES CARDÍACAS: Contração e Relaxamentoc do coração.

Um ou dois núcleos centrais. Fibras ramificadas e conectadas por discos intercalados que formam 2 redes ou sincícios funcionais, separados por cordões fibrosos. Essa disposição permite que o estímulo em uma fibra se propague para as outras da rede

Lembram as fibras musculares esqueléticas

A diferença é que tem menos retículo sarcoplasmático do que o esquelético que tem muito. Possuem as mesmas proteínas do esquelético (actina e miosina).

Para o músculo cardíaco contrair precisa do cálcio que vem do meio extracelular (já que possui pouco retículo sarcoplasmático = pouca capacidade de armazenar cálcio).

As células musculares cardíacas estão unidas por junções GAP = ficam grudadas. Funcionam como uma sinapse elétrica por estarem unidas contraem juntas quando recebem algum estímulo.

Todas as células dos átrios estão unidas. Contraem juntas. Todas as células dos ventrículos estão unidas / juntas.


Elas se separam de átrios para ventrículos. Essa organização faz com que o coração bombeie.


Sistema cardíaco de condução:

* Miócito cardíaco: células musculares cardíacas (mais de 90%). Precisam receber um estímulo para contrairem.

* Células cardíacas auto-excitáveis (auto rítmicas). É a minoria mas muito importantes (menos de 10%) das fibras musculares do coração. Elas não precisam ser excitáveis / estimuladas. Em repouso, o potencial de membrana já estão muito próximos do limiar. Não precisam de estímulo para abrir canais de sódio. Atuam como marcapasso e formam o sistema de condução.

1- Nodo sino atrial
2- Nodo atrioventricular (AV)
3- Feixe AV (feixe de His)
4- Fibras de Purkinge


O septo é formado por tecido fibroso.

Células cardíacas auto-excitáveis:

* Nodo sino atrial ou nó sinusal: fica na parte de cima do átrio direito (é a regiaõ mais excitável do coração). Despolariza 100x por minuto.
Quando o nodo sino atrial despolariza estimula as demais células cardíacas do átrio direito.
Despolariza 100 x por minuto = 100 contrações por minuto

* Nodo atrioventricular: transmite o estímulo produzido pelo nodo sino atrial que estava no átrio direito para o átrio esquerdo. Lembrando que quando ela despolariza o cálcio entra e contrai.
Despolariza 60 x por minuto

* Feixe AV (Feixe de His): transmite o estímulo do átrio para o ventrículo através das fibras musculares (fibras de Purkinge) que se espalham pelos ventrículos transmitindo os estímulos.
Despolariza 40 x por minuto

* Fibras de Purkinge

O nodo sino artrial é que comanda o rítmo do coração. É o marca passo fisiológico por ser mais excitável. Controla o rítmo dos batimentos cardíacos porque ele despolariza mais, primeiro e transmite para o restante do coração.

Quando coloca marca passo artificial é para substituir o nodo sinoatrial. É uma bateria colocada para controlar o rítmo dos batimentos cardíacos. Faltando o nodo sino atrial o funcionamento do coração fica prejudicado/comprometido.

Se for no AV o estímulo não será transmitido para os demais.



Controle da ritmicidade e condução pelo Sistema Nervoso:

* SNAS: se distribuem por todo o miocárdio. Aumentam a frequencia de descargas do nodo AS, a velocidade de condução e a força de contração atrial e ventricular - Noradrenalina

* SNAPS: nervos localizados principalmente no nodo AS e AV. O nervo vago libera ACh, reduzindo a frequencia e a velocidade de condução do impulso

Frequência Cardíaca:
Em repouso: mais ou menos 70x
Em atividade física: mais ou menos 100 x (pode chegar a 110)

Por que? Influência do Sistema Simpático (aumenta) e Parassimpático (diminui).

Apesar do nodo sinoatrial polariza sozinho ele sofre influencia do Simpático e Parassimpático.



Transplante de coração:

Numa viagem para ser transplantado, o coração é parado para polpar energia e fibras cardíacas. No máximo 4 horas para evitar lesão no coração. Quando o coração do receptor é tirado até colocar o outro faz uma circulação sanguínea artificial.

Uma máquina que faz a função do coração e dos pulmões no momento da cirurgia.

Quando coloca o coração novo ele volta a bater automaticamente quando o fluxo sanguineo volta a funcionar (o sino atrial é estimulado).

Se não funcionar faz uma massagem no próprio nodo sinoatrial.

Quando a pessoa faz um transplante cardíaco fica sem os nervos (desnervado) cortam/retiram os nervos simpáticos e parassimpáticos.

Em repouso ela terá frequência cardíaca maior que o nosso (100 x por minuto) porque não sofre a influência parassimpático.

No caso de uma pessoa transplantada, não tem os nervos mas tem receptores, então para fazer a frequência cardíaca aumentar a adrenalina (liberada pela glândula supra renal) se liga ao receptor beta 1. Então a pessoa pode fazer atividade física moderada porque numa pessoa normal os dois influenciam (adrenalina e noradrenalina).

Numa atividade física a frequência cardíaca tem que aumentar para levar mais sangue para os músculos.

Para o coração contrair:
1) Recebe o estímulo
2) Despolarização do nodo-sinoatrial
3) Despolariza as células cardíacas
4) Aumenta o Ca++ no músculo cardíaco
5) Contração muscular primeiro nos átrios porque é onde começa a despolarizar.

Átrio contrai --> ventrículo relaxa
Ventrículo contrai --> átrio relaxa

Contração --> sístole atrial e ventricular
Relaxamento --> diástole atrial e ventricular


Fisiologia da contração do músculo cardíaco:





* Impulso chega às fibras contráteis atingindo o limiar
* Despolarização:Aumenta a permeabilidade do sarcolema ao Na+
* Platô: Inativação dos canais rápidos de Na+, abertura de canais lentos de Ca++
* Repolarização: Abertura retardada de canais de K+ dependentes de voltagem e fechamento de canais de Ca+
* O aumento do Ca++ no citosol permite o deslizamento da actina sobre a miosina, gerando contração
* A contração ocorre um pouco após o PA
Registro das modificações elétricas que ocorrem no coração. Despolarização e repolarização (entrada e saída de íons).



ELETROCARDIOGRAMA

* Registro das variações elétricas que ocorrem no coração em resposta a um potencial de ação. Utiliza o eletrocardiógrafo, que amplifica a atividade elétrica do coração. 2 eletrodos são colocados sobre o corpo produzindo traçados diferentes, a partir das diversas combinações entre as derivações (conexões elétricas entre o aparelho e o corpo) dos membros e pré cordiais.

Coloca-se eletrodos na pele (tórax e membros). Os eletrodos captam as mudanças que ocorrem no coração e os fios levam para uma máquina para ser registrado. E depois sai no papel.

Normal:
Três ondas (três mudanças elétricas)



o P, Q, R, S e T significam apenas um batimento cardíaco.

A folha é quadriculada para facilitar a análise

As linhas na vertical são as variações de tempo e as linhas horizontais são as variações de voltagem (carga elétrica).

Representa as repolarizações e despolarizações do coração.

Onda P: é a primeira mudança elétrica no coração. Representando a despolarização dos átrios.
Onda Q, R e S: representam a despolarização dos ventrículos.
Onda T: representa a repolarização dos ventrículos.

No momento em que o átrio está repolarizando está ocorrendo a despolarização dos ventrículos. Depois da onda P (despolarização) aí vem a contração. Depois da onda Q, R e S contração.

ECG --> avalia a função elétrica do coração.



Frequência cardíaca: número de batimentos cardíacos por minuto.

O normal de FC em repouso é mais ou menos 75 bpm. Mas também é considerado normal de 60 - 100 bpm.

Menor que 60 bpm: braquicardia (são comuns em arritmias fisiológicas)

Maior que 100 bpm: taquicadia (também comuns em arritmias fisiológicas)

Arritmia são alterações nos rítmos cardíacos.



Interpretação Eletrocardiográfica


* Frequência das ondas e análise vetorial


Taquicardia e Braquicardia podem ou não estarem relacionadas com alguma doença, já na fibrilação, é mais grave.

São contrações isoladas do coração. Fica com contrações desordenadas.


Fibrilação (aritmia mais grave)

São regiões isoladas do coração que se tornam excitáveis de forma anormal (não é o nodo sinoatrial que controla o rítmo) e essas regiões contraem de forma desorganizada.


Fibrilação atrial --> atrio despolariza desorganizadamente não tendo a contração esperada.

Fibrilação ventricular --> não funciona corretamente para enviar o sangue

Fibrilação nas outras regiões que não são auto-excitáveis se tornam excitáveis anormal (outras células musculares do coração) ficam excitáveis.


- O que causa a fibrilação?

1) O uso de alguns tipos de drogas muito estimulantes para o coração (cocaína, crack e etc...). Quantidades maiores de cafeína em pessoas mais sensíveis também.

2) Também pode ter depois de isquemia no coração.

A fibrilação ventricular é a mais grave e tem que ser tratado rapidamente. É a mais grave porque o sangue do átrio desce para o ventrículo mesmo que esteja com fibrilação atrial. Já no ventrículo, se estiver fibrilando vão impedir a saída do sangue do coração para os tecidos.
A pessoa desmaia e tem que ter um atendimento rápido porque está faltando oxigênio para os tecidos (principalmente encéfalo).

O que fazer?
- Desfibrilador ou cardioversor: se for fibrilação --> choque elétrico

Todas as células musculares despolarizam juntas e espera-se que o nodo ventricular volte a controlar o rítmo do coração.

Na falta de um desfibrilador faz-se a massagem cardíaca para forçar a saída do sangue pelo ventrículo.



CICLO CARDÍACO

* Inclui os eventos associados a um batimento cardíaco.
* Em cada ciclo, os átrios e ventrículos se contraem e relaxam alternadamente, forçando o sangue pra onde há menor pressão (quando a câmara se contrai, sua pressão aumenta)
* No ciclo normal, os 2 átrios se contraem enquanto os 2 ventrículos relaxam.
SÍSTOLE = contração
DIÁSTOLE = relaxamento
No repouso, a frequência cardíaca é de aproximadamente 75 bat/min, então cada ciclo = 0,8 seg / cada batimento cardíaco.

Tudo que ocorre durante um batimento cardíaco:
- Átrios e ventrículos se contraem e relaxam alternamente alterando as pressões;
- Sangue flui da pressão aumentada
- A pressão do átrio aumenta: sangue sai para o ventrículo
- A pressão do ventrículo aumenta: sangue sai para as artérias.


Etapas do Ciclo Cardíaco

1 - Relaxamento isovolumétrico dos ventrículos

2 - Enchimento ventricular
* rápido
* diástase
* sístole atrial
* VDF (130ml)

3 - Sístole ventricular / contração ventricular
* contração isovolumétrica
* ejeção
* VSF (60 ml)
DS=VDF-VSF

1 - Relaxamento isovolumétrico dos ventrículos
Está relaxado. O volume de sangue no ventrículo permanece igual. Não está nem entrando e nem saindo. Neste momento, todas as valvas estão fechadas (tanto a do átrio como das artérias). E as valvas tricúspides e vitral abrem e então o sangue do átrio entra no ventrículo.

2 - Enchimento ventricular:
* Rápido: uma grande parte do sangue passa rapidamente para o ventrículo.
* Diastase ou lento: mais uma parte do sangue passa
* Sístole atrial: o restinho do sangue do átrio vai para o ventrículo enquanto os átrios contraem (30% do sangue é esse restinho)

As valvas se fecham e...

3 - Sístole ventricular
* Contração isovolumétrica: as válvas tricúspides e mitral estão fechadas. A pressão do ventrículo aumenta e então abrem as artérias pulmonar e aorta.
* Ejeção: o sangue sai em direção as artérias.


VDF - Volume Distólico Final: quando o ventrículo está cheio.
aproximadamente 130ml (quando ele está cheio)
É o volume de sangue que tem nos ventrículos no final do relaxamento (da diástole)

DS - Débito Sistólico.
aproximadamente 90ml
É o que sai para as artérias. O qus sai do coração quando o ventrículo está contraindo (sístole). Quando contrai, em cada batimento, sai 90ml.

VSF - Volume Sistólico Final: o que fica no ventrículo depois que ele contrai.
aproximadamente 40ml
O volume de sangue que fica no coração no final da sístole (depois que ele contrai).



BULHAS CARDÍACAS


O fato do coração contrair e dilatar movimenta o sangue que produz um som. Ascultação e o ato de ouvir sons produzidos no interior do corpo com a ajuda do esteloscópio.
São produzidos 4 bulbas, mas só duas são ouvidas ao esteloscópio.

- Primeira Bulba: mais alto e longa, e é produzido no momento que tem o fechamento das valvas AV (Tricúspides e Mitral). Ocorre após a sístole atrial.

- Segunda Bulba: mais baixo, abafado e é produzido pelo fechamento das valvas arteriais (aorta e pulmonar). Após a sístole ventricular.

- Terceira Bulba: turbulência do sangue na fase de enchimento rápido do V.

- Quarta Bulba: turbulência da contração atrial.

Esses sons são produzidos pelo fechamento das valvas.

As bulbas fornecem informações valiosas sobre o funcionamento do coração.

Quando ouve o som das bulbas da para perceber o funcionamento do coração (normal ou alterado).


As bulhas fornecem informações valiosas sobre o funcionamento do coração.


Um sopro é um som anormal, antes, durante ou depois das bulhas normais
Indicam distúrbios valvares

* sopro inocente: não associado a problema cardíaco significativo

*Anormalidades valvares:
- estenose (estreitamento por cicatriz ou congênito)
- insuficiência (fluxo retrógrado e regurgitação)
- Prolapso da Valva mitral (distúrbio hereditário, onde 1 ou 2 valvas protraem para o átrio durante a contração ventricular, não há risco grave)


SOPRO CARDÍACO

É um som anormal. Alteração nas valvas cardíacas. Existem 2 causas principais para o sopro.

Anormalidades Valvares:

1) Estenose (fechamento, obscrução da valva)
2) Insuficiência da valva

1) Estenose:
O espaço para o sangue passar fica reduzido e dessa maneira precisa fazer uma força extra e essa força extra é que produz o som anormal. A estenose é responsável por sopro de influxo.
Geralmente é um problema congênito ou por um processo de formação de uma cicatriz na valva. A febre reumática leva a essa cicatriz. Mesmo após o tratamento, o endocárdio fica mais sensível, por isso, quando essa pessoa vai passar por algum processo/procedimento que tenha sangramento tem que tomar antibiótico antes para evitar bactérias porque podem ter uma inflamação no endotélio (endocardite).

2) Insuficiência da valva:
Abre normalmente mas não fecha totalmente e por isso dá refluxo que produz um som anormal.
O sopro pode ou não ser sério/grave. Vai depender de como se encontra a valva. São graus de lesões nas valvas.

2.1) Prolapso da valva mitral é um tipo de insuficiência da valva. É mitral ou bicúspide: uma cúspide fecha totalmente e a outra não. É um tipo mais comum, muitas pessoas tem mas as vezes nem fica sabendo porque não traz problemas maiores. Geralmente é congênito. Menos sangue rico em O2 saem para os tecidos e por isso em uma atividade física ela se sente muito cansada.

Quando é grave faz cirurgia para trocar as valvas (próteses)


SOPRO INOCENTE

Não é grave. Geralmente ocorre com o bebê sendo apenas uma imaturidade do coração. A criança cresce e resolve. Em bebês prematuros ocorre o seguinte:
No septo interatrial fica com um buraco - comunicação entre os átrios. O septo não se fechou. Tem uma mistura entre o sangue venoso e arterial. Se o espaço for grande precisa de cirurgia.




DEBITO CARDÍACO

Débito Sistólico: volume de sangue ejetado pelos ventrículos a cada sístole.

Débito Cardíaco:
volume de sangue que sai do coração (ejetado pelos ventrículos) por minuto.

Verifica se o coração está conseguindo mandar O2 para os tecidos de acordo com nossas necessidades. Quanto maior - melhor.

75Kg --> mais ou menos 5l de sangue circulando. Esses 5l entram e saem do coração por minuto.

Cérebro: 13%
Coração 4% (miocárdio)
Músculos esqueléticos 20%
Pele 2%
Rins 20%
Órgãos abdominais 24%
Outros 10%

É muito importante manter o débito cardíaco para mandar sangue para os tecidos. Se tenho pouco débito cardíaco falta O2 para os tecidos = doenças cardíacas.

* O débito cardíaco se altera para atender às necessidades dos tecidos. O DC deve aumentar no exercício para aumentar O2 e nutrientes nos tecidos.


Regulação do Débito Sistólico

Assegura que os 2 ventrículos bombeiem volumes iguais de sangue

1) Pré-carga: é o estiramento das fibras musculares antes da contração.
Lei de Frank-Starling: Quanto mais o coração for cheio durante a diástole, maior será a força de contração na sístole.

* quantidade de sangue que entrou (pré-carga). Quanto mais o ventrículo se enche de sangue, maior a possibilidade do sangue sair. É o grau de relaxamento do ventrículo. VDF (Volume Diastólico Final). Quanto maior a pré-carga maior o DS

* VDF é determinado pela duração da diástole V e pela pressão venosa

* Equaliza o débito dos 2 ventrículos, mantendo o mesmo volume de sangue fluindo pelas circulações pulmonar e sistêmica

2) Contratilidade: a força de contração do músculo para uma determinada pré carga.
- Agentes inotrópicos +: aumentam a contratilidade
- Agentes inotrópicos -: reduzem a contratilidade

* contração (força de contração) do músculo cardíaco. O coração forte contrai com força aumentando a chance do sangue sair. Quanto maior a força de contração maior o DS


3) Pós- carga: A pressão que deve ser excedida para haver ejeção do sangue.
- A ejeção começa quando a pressão no ventrículo se torna mais elevada que no tronco pulmonar ou na aorta, abrindo as valvas arteriais.
- Para uma dada pré carga, o aumento da pós carga diminui o débito sistólico, com mais sangue permanecendo nos ventrículos após a sístole (hipertensão), volumes iguais de sangue

* pós-carga (muito importante). É a pressão que deve ser vencida durante a contração dos ventrículos para que ocorra ejeção do sangue. A pós-carga se relaciona com a pressão arterial. O ventrículo tem que contrair com muita força para fazer pressão para abrir as artérias. A pressão do ventrículo tem que ser maior do que da artéria.

Quanto menor a pós-carga maior é o DS

Pós-carga (pressão arterial) pequena facilita o DS: Se a pressão é alta, o coração faz força para sairv e ele aumenta de tamanho com o tempo porque o músculo vai contraindo.

Regulação da Frequencia Cardíaca:

Os ajustes da FC são importantes no controle da pressão arterial e débito cardíaco a curto prazo.

Se o miocárdio estiver lesado ou o volume sanguíneo estiver reduzido, o débito sistólico pode reduzir. Os mecanismos homeostáticos atuam para manter o débito cardíaco adequado, pelo aumento da frequencia cardíaca e da contratilidade
.


Fatores que influenciam para que o DC seja maior ou menor
DC = DS X FC

DC = vol/min
DS (débito sistólico) = vol/bat
FC (frequência cardíaca) = n. bat/min

São 4 fatores:
* Débito sistólico (DS)
* Frequencia cardíaca (FC)
* Resistência vascular (R)
* Pressão arterial (PA)


1) DC = DS x FC*
Situação de uma pessoa parada
DC = 70ml x 75bpm
DC = 5250ml

Em atividade física
DC = 70ml x 100bpm
DC = 7000ml
Os 5000ml que ele tem no corpo está passando mais vezes no coração por minuto.

* Neste caso, perceber as alterações em FC.

Se FC aumenta o DC também aumenta

Se FC diminui o DC também diminui

OBS: Se a FC está acima dos 140 não dá tempo dos ventrículos encherem de sangue diminuindo a quantidade de sangue que sai por batimento (DS) reduzindo o DC --> levando até mesmo a um ataque cardíaco. Ex: cocaína leva a parada cardíaca porque aumenta o nível de adrenalina podendo parar de sair sangue do coração ou não leva sangue para o coração.


2) DC = DS* x FC
Atleta:
5000 = 100 x 50

Sedentário:
5000 = 50 x 100

* Neste caso, perceber as alterações em DS
Um atleta em repouso tem a FC menor do que um sedentário.

Quanto maior o DS maior o DC

Um coração que tem um DS alto pode ter FC baixa pois o coração é forte e consegue liberar muito sangue em cada batimento.

O ideal é que o DS seja alto porque aí sai muito sangue e fica pouco no ventrículo.



3) Resistência Vascular
DC = PAM / R
Onde,
PAM = pressão arterial média
R = resistência vascular

Resistência Vascular: resistência do vaso
É a oposição/força que o vaso oferece para a passagem do sangue. É a dificuldade que o vaso oferece para a passagem do sangue.

O certo é ter pouca resistência.

O PAM e R são inversalmente proporcionais:

Se R aumenta, DC diminui

Se R diminui, DC aumenta


Fatores que influenciam na Resistência:
* Diâmetro ou raio (R) da luz do vaso

Quanto menor o raio maior a R (mais difícil para o sangue passar)

O que faz o vaso maior ou menor é a vasodilatação (aumenta o raio) e vaso constrição (diminui o raio). O calor dilata os vasos e o frio contrai os vasos.

* Viscosidade do sangue: número de hemácias (glóbulos vermelhos).
Quanto mais hemácias mais viscoso é o sangue
Hematócrito: número percentual de hemácias em relação aos componentes total do sangue ou seja, 40% dos constituintes do sangue são hemácias. Do homem é maior pois as mulheres perdem hemácias na menstruação.

Quanto maior a viscosidade (mais grosso) maior é a R

Quanto menor a viscosidade (mais ralo) menor é a R

AS - analgésico, antitérmico. Diminui a viscosidade do sangue.


A resistência controla a nossa pressão arterial


4) Pressão Sanguínea

É a pressão (força do coração) que o sangue exerce contra as paredes do vaso. Contrai e joga o sangue com força nos vasos. O sangue exerce pressão arterial sobre todos os vasos. A pressão arterial é maior nas artérias porque acabou de ser bombeado, ao contrário das veias que estão longe da origem da pressão. Ela (pressão arterial) que influencia o fluxo do sangue.

OBS: A pressão sanguínea depende também do volume total de sangue. No adulto, esse volume é de 5 l. Quando este volume é reduzido em mais de 10% do total, há redução da pressão sanguínea.

PA = 12:8 mmHg --> popular
120:80 mmHg --> certo

mmHg é a unidade que usamos para medir a pressão. É o tanto que a coluna de Hg (mercúrio) anda em mm. Onde,

120 = pressão arterial sistólica (PAS)
É a maior pressão que o sangue exerce contra as artérias, na sístole ventricular (contração ventricular)
80 = pressão arterial diástole (PAD)
É o menor valor de pressão arterial que o sangue exerce nas artérias, na diástole ventricular (relaxamento ventricular)

A pressão que o sangue faz nas artérias é feito em pulsos.



PAM - Pressão Arterial Média

Entre o momento máximo (contração) e mínimo (relaxamento).

Nas grandes artérias a pressão arterial é maior: aorta, artérias e arteríolas
Já nos capilares, Vênulos, Veias e Veias cavas a pressão arterial é menor.

PAM = PA diástole + 1/3 (PA sistole - PA diástole)

Primeiro tem que ver qual é a PA - pressão arterial sístole e diástole
Normal --> 120:80

PAM = PAD + (PAS - PAD)/3
PAM = 80 + (120 - 80)/3
PAM = 80 + 13
PAM = 93 mmHg


A média de pressão arterial que o sangue faz nas artérias é 93 mmHg.

A contração é rápida e o relaxamento é lento. Passa 2/3 do tempo relaxando. Assim a influência do PAD é maior e é por isso que é considerada duas vezes na fórmula.

Então:
DC = PAM/RESISTENCIA

* se o DC aumentar, pelo aumento do DS ou da FC, e a resistência permanecer a mesma, a PAM aumenta
* se o DC diminuir, pela redução do DS ou da FC, e a resistência permanecer a mesma, a PAM diminui

Desejável
PA até 120:80 mmHg
De 120:80 a 140:90 tem risco de desenvolver hipertensão.
PA acima de 140:90 tem hipertensão tipo 1 (leve).

PA baixa --> resistência pequena, vasos dilatados. O sangue não vai ter força para circular, não chega nos tecidos. Desmaio (falta O2 para o cérebro).
Diminuição da perfusão tecidual pode levar a uma necrose das células no tecido.
Para o organismo a queda brusca é muito séria porque pode levar a morte.

PA alta --> coração fica sobrecarregado. Tem que trabalhar muito. Leva o infarto porque ele pode não conseguir bombear o sangue. A parede do vaso pode ficar lesado:

Aneurismas: dilatação do vaso, fica mais fraco e pode romper o vaso.
AVE hemorrágico --> se ocorre no cérebro. Sangue sai (hemorragia).

Doença crônica --> leva anos.

Na PA baixa --> pode matar em minutos. Fisiologicamente o organismo consegue aumentar a pressão arterial mas não consegue diminuir a pressão arterial.

DC aumenta = PAM aumenta --> ingestão de muito sal

DC diminui = PAM diminui --> perda de sangue, desidratação

R diminui = PAM diminui

R aumenta = PAM aumenta --> tem que fazer força

Quanto maior a R maior é a PAM

Quanto menor a R menor é a PAM


Quando está quente: o calor dilata o vaso, diminui a R e diminui a pressão arterial --> pode faltar O2.

No extress --> ativa o simpático --> contrai os vasos periféricos --> aumenta resistência --> aumenta a pressão arterial.



CONTROLE DA PA

Vários sistemas controlam a PA, ajustando a FC, DS, resistência vascular, volume sanguíneo, permitindo ajustes a curto e longo prazo


Mecanismos fisiológicos:

1) Mecanismos Neural (nervoso) de controle de pressão arterial.
2) Mecanismos Hormonal de controle da pressão arterial.


Influenciam nos fatores do PA


1) Mecanismo Neural

- Centro Nervoso de Controle Cardiovascular (no bulbo).
O bulbo recebe estímulos que vem do vaso sanguíneo e comanda respostas para o vaso.
Existem receptores (baroreceptor) na parede desses vasos.
Baroreceptor: receptor do SN que capta mudanças de pressão arterial.

Quando ele percebe aumento da pressão arterial neurônios sensoriais mandam essa informação para o CCC (para o bulbo). O bulbo então estimula o sistema nervoso parassimpático. Libera ACh --> liga-se no muscarínico --> diminui a frequencia e a força --> diminui o DC --> diminui a pressão arterial.

Quando ele percebe diminuição da pressão arterial libera adrenalina --> simpático --> aumenta a frequência cardíaca --> aumenta o DC --> aumenta a pressão arterial.

Também vai provocar vasoconstrição nos vasos periféricos aumentando a R aumentando a pressão arterial.

DC = PAM/R

DC aumenta PAM aumenta

Resistência aumenta PAM aumenta

Resistência diminui PAM diminui


Uma pessoa em choque:
PA diminui FC aumenta porque o sistema simpático está agindo.


2) Mecanismos Hormonais

2.1 - Sistema Renina
Redução do volume sanguíneo estimula as células justaglomerulares do rim a liberar renina - angiotensina I- angiotensina II, que eleva a PA de 2 formas:
- Vasoconstritor, aumenta a resistência vascular
- Estimula liberação de aldosterona que aumenta a reabsorção de sódio e água nos rins - aumenta o volume sanguíneo e PA

PA diminui, estimula células justaglomerulares dos rins a liberarem na corrente sanguínea renina. A presença de renina no sangue vai fazer ocorrer uma reação. No sangue existe uma proteína plasmática (angiotensinogênio) que está inativa. Quando tem renina ela se transforma em (angiotensina I) ativa, causa vasoconstrição, começa a aumentar a PA. Mas a angiotensina I rapidamente morre e então se transforma em angiotensina II através da enzima ECA (enzima conversora de angiotensina). ECA está presente no sangue (capilares dos pulmões).
A angiotensina II é mais importante porque tem capacidade 100x a mais de causar vasoconstrição (vasoconstrição potente) e então, aumenta muito a PA.
A angiotensina II vai também estimular a glândula supra renal liberar o hormônio aldosterona no sangue. A aldosterona atua nos rins aumentando a retenção de sódio e consequentemente de H2O no sangue. Eliminando na urina pouco sódio e pouca água, tendo como consequencia o aumento da PA.

2.2 - Adrenalina e Noradrenalina: liberados pela medula adrenal.
Ativa nos rins.


2.3 - ADH: vasoconstrição (Vasopressina) - Hormônio antidiurético
O ADH é produzido pelo hipotálamo e liberado pela neura-hipófise, em resposta à desidratação ou ao volume sanguíneo diminuído. Entre outras ações, o ADH causa vasoconstrição, que aumenta a pressão sanguínea. Por isso o ADH é chamado também de vasopressina.
Toda vez que tem ADH no sangue vai aumentar nos rins a retenção de água no sangue. Diminui a quantidade de água na urina. Diminui a diurese. Aumentando então a PA porque o volume de sangue aumenta (tem mais água). Se o volume de sangue aumenta, a PA também aumenta.
ADH também se chama vasopressina. Ou seja, atua também nos vasos causando vasoconstrição aumentando a PA.
Os vasos mais importantes para controle da PA são os periféricos. Tem mais receptores para essas substâncias.
Quando a pressão diminui tudo ocorre ao mesmo tempo:
- vasoconstrição, libera ADH, libera adrenalina.

O ADH é produzido no Hipotálamo mas é armazenado na glândula hipófise.


2.4 - Peptídeo natriurético atrial (ANP): liberado por células nos átrios cardíacos quando estirados, reduz a pressão por causar vasodilatação e perda de água e sal na urina, o que reduz o volume sanguíneo.



OBS: Quando o volume sanguíneo cai ou o fluxo sanguíneo dos rins diminui, a pressão abaixa. Reabsorção de água aumentada, volume sanguíneo aumentado, eleva a pressão arterial.



DROGAS PARA TRATAR HIPERTENSÃO

1) Diuréticos: agem nos rins diminuindo a retenção de H2O e Na+ no sangue causando um aumento da eliminação na urina, diminuindo o volume sanguíneo e consequentemente diminuindo a PA. Se ingere sódio, ele fica no sangue aí acumula H2O no sangue, aumenta a PA.

2) Beta bloqueador: bloqueia o receptor beta1 do coração causando uma diminuição da FC, da força, diminui o DC, e diminui a PA. Ex: propranolol, atenalol.

3) Antagonistas de canais de cálcio: bloqueia os canais de cálcio diminuindo a entrada de cálcio no coração. Diminui a força do coração, diminui o DC e a PA. E nos vasos diminui a vasoconstrição, diminui a resistência e diminui a PA. Ex: nifedipina, verapamil.

4) Inibidores da ECA: inibe a ECA, inibe a angiotensina II e a aldosterona impedindo a vasoconstrição e retenção de urina. Ex: captopril, enalapril.

5) Vasodilatadores
São colocados debaixo da lingua. Não é usado para tratamento, não pode tomar todos os dias. É utilizado apenas para emergência. Estimulam a liberação de NO (óxido nítrico) substância mais potente de vasodilatação.
Diminui a resistência, diminui a PA
É colocado debaixo da língua porque dissolve muito rápido e também porque debaixo da lingua tem muitos vasos sanguíneos.
É usado em picos de PA e quando a pessoa está tendo angina (dor que está relacionado com a isquemia do miocardio - músculo cardíaco - antes do infarto).


PA BAIXA:
Sistema Renina...
Adrenalina e Noradrenalina
ADH


PA ALTA:

ANP


CHOQUE

Incapacidade do sistema circulatório levar O2 e nutrientes suficientes para suprir as demandas metabólicas. As causas se relacionam à perfusão inadequada para os tecidos.

TIPOS:
1- Choque hipovolêmico: redução do volume de sangue; pode ocorrer em hemorragias.
2- Choque cardiogênico: funcionamento inadequado do coração; parada cardíaca, infarto grave.
3- Choque vascular: pela vasodilatação inadequada; alguma vasodilatação exagerada.
4- Choque obstrutivo: bloqueio do fluxo de sangue; bloqueia a chegada de sangue nos tecidos

Ocorre por causa da diminuição da perfuração tecidual

Quando tem qualquer um desses choques, a PA diminui. Quando está em choque o organismo faz os mecanismos que vimos para PA baixa.
Coração acelerado --> porque induz taquicardia (reflexo).
Pele pálida e úmida --> o sistema nervoso simpático aumenta as glândulas sudoríparas.
O pulso é fraco mas é mais rápido
A FC é fraco mas é mais rápido

O organismo contém o líquido.
Todos os mecanismos do organismo ocorrem neste caso por causa da PA baixa.



Referências Bibliográficas:


CONTEÚDO DA PROFESSORA DANIELA dado na aula de Nutrição - 3 período - UNA em 2010. Sobre Fisiologia.

TORTORA, Gerard J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Corpo Humano: Fundamentos de Anatomia e Fisiologia. Porto Alegre: Artmed, 2006. 718p.





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