segunda-feira, 24 de maio de 2010

Ciclo II - Módulo I - Farmacologia (Parte III)

FARMACOLOGIA DO SNC


INTRODUÇÃO

OMS (2007):

- Desordem neurológicas (epilepsia ao Alzheimer, do AVC à dor de cabeça)


  • Afetam 1 bilhão
- 50 milhões: epilepsia; 24 milhões Alzheimer

~ 6,8 milhões morrem/ano


  • Independe de raça, sexo, idade ou educação
  • Os medicamentos de ação no SNC possuem significado especial para a espécie humana:
  • Importância clínica e terapêutica
  • São as mais administradas sem intervenção de um profissional da saúde- Álcool, chá, café, cannabis, nicotina, opiáceos, anfetaminas, etc
  • Funcionalmente, o SNC é muito mais complexo do que qualquer outro, sendo mais difícil conhecer os efeitos dos medicamentos



CLASSIFICAÇÃO DOS PSICOTRÓPICAS


  • Medicamentos que afetam o humor e comportamento
  • OMS (1967)
  • Classificação:
- Agentes anestésicos gerais
Halotano, propofol

- Ansiolíticos e sedativos
Fármacos que causam sono e reduzem a ansiedade, tranquilizantes menores
Barbitúricos, benzodiazepínicos

- Antipsicóticos
Neurolépticos, antiesquizofrênicos, tranquilizantes maiores
Clozapina, clorpromazina, aloperidol

- Agentes antidepressivos
Inibidores da monoamina oxidase, antidepressivos tricíclicos

- Analgésicos
Controle da dor
Opiáceos, carbamazepina

- Estimulantes psicomotores
Produzem estado de alerta e euforia
Anfetamina, cocaína e cafeína

- Drogas psicomimética
Causam distúrbios da percepção (alucinaçõe visuais) e do comportamento
LSD, mescalina


Drogas que atuam no SNC

Alcool, anfetaminas


Estados de Vigília:



Ansiolíticos ---> ansiedade --> alerta (vigília)


Tranquilização / sedação ----> Sono / Hipnose ---> sono profundo ---> perda da consciência ---> depressão bulbar --> morte

Tranquilização = diminui a movimentação e deambulação
Sedação = grogue, bêbado, estado de sonolência.



DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS

ALZHEIMER: tem haver com nutrição ao longo da vida.

- Demência sem causa antecedente
- 5% (65 anos) e 90% (95 anos)
- Ocorre encolhimento cerebral e perda localizada de neurônios
- Depósitos de uma proteína beta-amilóide
- Perdas de neurônios colinérgicos
Déficit de aprendizado e da memória


Abordagem terapêutica: inibidores da colinesterase

Tacrina,donepezil, rivastgmina, galantamina

Alzheimer: falta acetilcolina.



PARKINSON

- Desstruição difusa de parte da substância nigra
- 1% da população acima de 50 anos
- Hipocinesia
- dificuldade de iniciar movimentos voluntários
- aumento do tônus muscular
- tremores das mãos e mandíbula

Falta dopamina por causa da destruição substância ...


Abordagem terapêutica:

Dopamina não é administrado, somente através do precursor da dopamina (levodopa):

Levodopa + inibidor da dopa descarboxilase (carbidopa, benserazida)
Precursor da dopamina que atravessa a barreira hematoencefálica

Agonistas dopaminérgico: Bromocriptina

Inibidor da monoamina oxidade: Selegilina



TRANQUILIZANTES MENORES / ANSIOLÍTICOS

1 - Degeneração

Alimentação, atividade física, não ter estress

2 - Ansiedade

Ações: é o limiar do gráfico de potencial de ação.


a) BENZODIAZEPÍNICOS

Não são analgésicos

DIAZEPAM (DIEMPAX, VALIUM, EPISOL)
BROMAZEPAM (LEXOTAN)
ALPRAZOLAM (FRONTAL)


AÇÕES

1. Redução da ansiedade e da agressão
2. Sedação e indução do sono
3. Redução do tônus muscular e da coordenação
4. AÇÃO ANTICONVULSIVANTE
diminui Limiar P/ Convulsão
5. Amnésia anterógrada



MECANISMO DE AÇÃO

FACILITA A TRANSMISSÃO GABAÉRGICA POR AUMENTO DA FREQUÊNCIA DE ABERTURA DOS CANAIS DE CLORETO
Faz com que o cloreto entre na célula. Deixa a célula hiperpolarizada aumentando o limiar para despolarização. Dessa maneira não há crise compulsiva. Pois a crise compulsiva são várias despolarizações ao mesmo tempo.


b) BARBITÚRICOS

Não são analgésicos

FENOBARBITAL : + Córtex

PENTOBARBITAL: + Tronco encefálico

TIOPENTAL: + Tronco encefálico, + lipossolúvel


1. Ansiolítico /  agressão

2. Tranquilizante / sedação

3. Miorelaxante

4. Anticonvulsivante

5. Anestesia geral

6. diminui respiratória; diminui CCV (centro cardiovascular

não pode errar a mão

7. aumenta citocromo P450

promove indução do metabolismo farmacológico



MECANISMO DE AÇÃO

Se ligam no sítio alostérico e potencializam a transmissão gabaérgica por aumento de abertura do canal de cloreto.
Faz com que o cloreto entre na célula. Deixa a célula hiperpolarizada aumentando o limiar para despolarização.




c) outros

Anti-histamínicos sedativos
Hidroxizina

Beta-bloqueador
Propranolol

Azapironas
Buspirona



3 - Psicoses

Doenças psiquiátricas graves com acentuada distorção do pensamento, comportamento, da capacidade de reconhecer a realidade e da percepção (delírios e alucinações)

O individuo tem uma percepção de avaliação inexplicavelmente incorreta e é incapaz de enfrentar as demandas da vida. São incapazes de viver em sociedade.


Tranquilizantes maiores

NEUROLÉPTICOS (antipisicóticos). São antagonistas do receptor O2. A pessoa fica lerda.

- Não são analgésicos

FENOTIAZÍNICOS
- CLORPROMAZINA

BUTIROFENONAS
- HALOPERIDOL, DROPERIDOL

Mecanismo de ação: bloqueia os receptores D2 (dopaminérgicos)



4 - Antidepressivos

FARMACOS ANTI-DEPRESSIVOS (distúrbios afetivos)

- Depressão
varia de branda a severa
Principal causa de incapacidade e morte prematura

Sintomas:

Emocionais: apatia, pessimismo, baixa auto-estima, sentimentos de culpa, de inadaptação, indecisão, perda da motivação

Biológicos: retardo do pensamento e da ação, perda da libido, distúrbio do sono e perda do apetite


Tipos:

Depressão unipolar: leva tudo para o lado negativo.
Oscilações de humor sempre na mesma direção
Associada com eventos estressantes da vida, acompanhada de sintomas de ansiedade e agitação

Depressão bipolar: muita agressividade. Várias reações no mesmo dia.
Depressão alterna-se com mania (exuberância, entusiasmo e autoconfiança excessivas)
Irritabilidade, impaciência, agressão


Teorias:

Hipótese das monoaminas: excesso ou falta de monoaminas

Causada por um déficit funcional das monoaminas transmissoras em certos locais do cérebro, e a mania resulta de um excesso funcional

Explicação insuficiente, mas a abordagem terapêutica desta teoria permanece a melhor até hoje

Ex: serotonina e noradrenalina

Depressão = baixa de serotonina. O medicamento inibe a recaptação dessa substância e então tem mais serotonina ou noradrenalina.

FARMACOS ANTI-DEPRESSIVOS

- Inibidores da captação das monoaminas

* antidepressivos tricíclicos (TCA)
Inibem a recaptação de noradrenalina e/ou serotonina (5-HT)

Imipramina
Clomipramina
Amitriptilina
Hidroxinortriptilina


Efeitos colaterais:
Sedação, hipotensão postural,boca seca, visão turva, constipação, mania e convulsões e disritmias ventriculares

Interação medicamentosa
Álcool, anestésicos, fármacos hipotensores e antiinflamatórios



Inibidores seletivos da recaptação de 5-HT:

Fluoxetina, fluvoxamina, paroxetina, sertralina, citalopram

Ações semelhantes em eficácia com os TCA

Toxicidade menor

Efeitos colaterais:
Náusea, insônia e disfunção sexual


Fármacos estabilizadores do humor:
- Lítio
mecanismo de ação desconhecido
Efeitos colaterias: náuseas, sede e poliúria, hipotereoidismo, tremor e fraqueza

SISTEMA CARDIOVASCULAR (SCV)

Ciclo cardíaco:

sístole = contração (120 mmHg)

diástole = relaxamento (80 mmHg)

Alimentação gordurosa + carboidratos = causa aterosclerose

arterial = parede mais espessa

venosa = parede mais fina

DC = débito cardíaco = quantidade de sangue que sai por minuto.

Valvas venosas = retorno venoso (RV)

DC = RV (tudo que sai na artéria aorta tem que ser igual ao que entra na veia cava)

Problemas relacionados ao cardiovascular

1 - Força de contração

aumento da força: aumenta a pressão arterial (hipertensão)

diminuição da força: não consegue fazer força para sair sangue = insuficiência cardíaca do coração (ICC). O coração fica mais fraco e não empurra o sangue para frente. Causa congestão e edemas na parte inferior.

2 - Rítmo

Acima de 100 = taquicardia

Abaixo de 60 = braquicardia

O problema é quando o rítmo não é frequente, fica alterado = DISRITMIA

Disritmia: batimento fora do rítmo (rítmo diferente)

Arritmia: falta de rítmo

PA = DC x RPT

Quando a veia está dilatada a R está menor.

O que interfere no RTP:

- vasoconstrição: diminui o RPT e diminui a PA

- vasodilatação: aumenta o RPT e aumenta a PA

DC = VS x FC = 70 ml x 80 = 5600 ml/min

3 - Vasodilatadores: aumenta o fluxo do sangue

MEDICAMENTOS

1 - Agentes inotrópicos positivos (quando tem diminuição da força)

* Inotropismo: força de contração = + ou -

(+) positivo = aumenta a força de contração

(-) negativo = diminui a força de contração

* Cronotropismo: frequencia cardíaca = + ou -

(+) positivo = aumenta a frequencia cardiaca

(-) negativo = diminui a frequencia cardiaca

PRIMEIRA CLASSE DOS INOTRÓPICOS

A) Glicosídicos digitálicos

- Mecanismo de ação:

inibe a bomba de Na/K: acumula sódio (Na+), e consequentemente acumula Ca++ fazendo contração. Ou seja,

Inibe a bomba de Na/K --> aumenta a [Ca++] --> aumenta a contração.

- Principais usos:

ICC e taquicardia

- Efeitos colaterais:

náuseas, vomitos, arritmias cardíacas, confusão mental.

Medicamentos Tóxicos:

primeiro sinal: vomito

Principio ativo: digoxina e digitoxina

B) Caticolaminas

Também é inotrópico positivo

- T 1/2 (meia vida)

- agonistas beta

- Principais uso:

insuficiência cardíaca aguda

- Principais catecolaminas:

1) dopamina (para doença de parkson)

- Usos: choque cardiogênico

2) dobutamina (sintética)

- Usos: choque cardiogênico

Todos são para insuficiência cardíaca.

3) isoproterenol: é tanto inotrópico como cronotrópico

2 - Agentes anti-hipertensivos (quando tem aumento da força)

A) Inibidores da ECA (transforma angiotensina I em angiotensina II. Se não tem angiotensina II a PA não aumenta.

* captopril

B) Antagonista do receptor AT1

* losartan

C) Bloqueador dos canais de Ca++

* verapamil, nifedipno

D) Diuréticos: retira água/plasma do sangue

Diminui o sangue, diminui o DC, diminui sangue, diminui força --> diminui a PA

* furosemida

E) Beta bloqueador

* propranolol

F) Bloqueador alfa-adrenérgicos provocando vasodilatação

Diminui a R, diminui DC, diminui PA

* prasozina

G) Simpaticolíticos centrais: inibe a ação do simpático (SNS)

* clonidina

3 - Agentes antidisrítmicos

A) Classe I

* Bloqueador do canal de Na+ (sódio)

Ex: lidocaína

B) Classe II

* Beta bloqueador

Ex: propranolol

C) Classe III

Prolongam o potencial de ação e período refratário (intervalo de tempo que não consegue ter outra despolarização - impedindo que tenha outro batimento extra).

Ex: amiodarona

D) Classe IV

* Bloqueia canal de Ca++

Ex: verapamil

Também diminui o batimento extra.

PARA A PROVA:

MECANISMO DE AÇÃO, PRINCIPAIS USO E EFEITOS COLATERAIS

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ciclo II - Módulo I - Patologia (Parte III)

ALTERAÇÕES CIRCULATÓRIAS


O Sistema Cardiovascular é um sistema fechado, composto de uma central de bombeamento (o
coração) e uma rede distribuidora tubular (os vasos sanguineos e linfaticos). O sangue circula dentro desse sistema fechado, bombeado pelo coração - sendo a sístole responsável pela chamada Pressão Arterial Sistólica; e é mantido dentro dos vasos pela Resistência Vascular (que se acomoda aos jatos de sangue sistólico, elasticamente), também é chamada de Pressão Diastólica.

As células dos tecidos tem que receber O2 e nutrientes. Ou seja:
Fluxo Sanguíneo --> O2 e nutrientes --> metabolismo celular --> CO2 e excretas.

- Alimentação: nutrientes (TGI)
- Respiração: O2


Esses componentes chegarão através da circulação sanguínea.

As células endoteliais liberam substâncias de contração e dilatação para as células musculares agirem. E liberam substâncias anticoagulantes.

O sangue é composto de:

- células sanguíneas (glóbulos vermelhos): hemácias
- células de defesa (glóbulos brancos): leucócitos
- pedaço de célula: plaquetas
- plasma

Não tira sangue na artéria porque o sangue sai descontroladamente.

Como ocorrem as trocas gasosas:
Nas trocas sanguíneas que ocorrem nos capilares tem uma pressão muito grande que faz com que as células endoteliais criam uma barreira que faz com que o plasma saia e depois ele volta para o retorno venoso porque o sangue tem uma quantidade de proteínas, então o plasma volta para equilibrar. Ou seja, o sangue circula e leva O2 e nutrientes para os tecidos, o plasma sai e depois volta para o retorno venoso.


Coagulação:

Elementos sólidos fazem como um tampão.

Se a célula endotelial for lesada ela libera substâncias coagulantes.

Sangue: parte sólida (células) e líquida (plasma).


Sistema Cardiovascular

Coração e Sangue

A interface entre os elementos do sangue e os tecidos fora dos vasos é a célula endotelial, que monitora localmente tanto estímulos vindos do estroma quanto os vindos com o sangue... O endotélio exerce um efeito parácrino sobre a musculatura lisa dos vasos, controlando assim a permeabilidade e o tônus. São alterações na permeabilidade e no tônus que irão determinar a
hiperemia e o edema, que iremos discutir a seguir..



Alterações Circulatórias:

Hiperemia

Aumento do volume sanguíneo localizado num órgão ou parte dele.

Aumento do volume sanguíneo que está chegando num tecido.

Tem que ter uma dilatação no vaso para o sangue passar.

Dilatação vascular: pressão arterial versus resistência pré e pós capilar.


A hiperemia pode ser de sangue arterial (mais avermelhado) e de sangue venoso (mais roxo / azulado).

De sangue arterial: hiperemia ativa
De sangue venoso: hiperemia passiva



1 - Hiperemia ativa:

Envolve vênulas e capilares.
Aumento do afluxo sanguíneo arterial por dilatação arteriolar.


1.1 - Hiperemia ativa fisiológica:

- Aumento do suprimento de O2 e nutrientes, paralelamente à demanda de maior trabalho.
Ocorre expansão do leito vascular, os vasos de reserva se tornam funcionais.

- Necessidade de maior irrigação.

A hiperemia ativa fisiológica é normal: precisa aumentar o fluxo sanguíneo para aquele local.

Ocorre quando há aumento do trabalho das células do tecido. Ex: em atividade física, o sangue flui mais para o músculo. Aumenta o fluxo sanguíneo arterial para o músculo.

Exemplos:
• Tubo gastrointestinal durante a digestão,
• Musculatura esquelética durante exercícios físicos,
• Cérebro durante estudo,
• Glândula mamária durante lactação,
• Rubor facial após hiperestimulação psíquica,
• Corpos cavernosos penianos durante excitação sexual.


1.2 - Hiperemia ativa patológica:

Aumento do afluxo sangüíneo devido à liberação local de mediadores bioquímicos da inflamação (devido à alguma agressão aos tecidos), com relaxamento de esfíncteres pré capilares e diminuição da Resistência pré capilar, ocorre expansão do leito vascular, com os
vasos de reserva se tornando funcionais.

Ocorre quando se tem uma lesão --> gera resposta inflamatória (levando células inflamatórias e O2 para o local lesado).

Exemplos:
Injúria térmica (queimaduras ou congelamento),
Irradiações intensas,
traumatismos,
infecções,
Inflamação aguda,
Descompressão súbita ("Hiperemia Ex Vácuo", vista nas retiradas abruptas de líquido ascítico ou pleural).

O AS evita o fluxo sanguineo para o local: impede a resposta inflamatória.

Lesão --> aumento da corrente sanguínea para o local lesado.

Normalmente os componentes do sangue ficam da seguinte maneira: o plasma na periferia e as células no meio do vaso - para não lesar as células endoteliais.


Características microscópicas:
- plasma e células na periferia (hemácias e leucócitos)
- células inflamatórias saindo do sangue


Características macroscópicas:

Aumento de volume, avermelhamento, aumento da temperatura local (quando em superfícies corporais) e as vezes pulsação.



2 - Hiperemia passiva, venosa ou de congestão:

Nunca precisa acumular sangue venoso. Ele só se acumula se estiver congestionado.
Acúmulo de sangue venoso. É patológico.
Retorno venoso deficiente.

Diminuição da drenagem venosa
• Hiperemia Passiva local –
obstrução de uma veia
Obstrução ou compressão vascular;
Garroteamento na punção venosa;
Torção de vísceras (H. Passiva aguda);
Trombos venosos e embolias,
Postura (ação da força da gravidade) versus flebectasias (varizes);
Compressão vascular por neoplasias, abscessos, granulomas e útero gravídico (H. Passiva crônica).

Redução do retorno venoso
• Hiperemia Passiva sistêmica –
Na Insuficiência Cardíaca Congestiva;
Trombose e embolia pulmonar, e nas lesões pulmonares extensas (neoplasias pulmonares, etc...).

Coração - se o problema for do lado direito (acumula nos órgãos); se o problema for do lado esquerdo (pulmão) - não consegue o retorno do coração.
Congestão pulmonar e congestão hepática. Aparência de noz moscada.

Características micro e macroscópicas:
No órgão ou região afetada:
Macro: vermelho escuro ou azulado (cianótico)
Micro: vasos dilatados, acúmulo de hemácias


Consequências dos dois tipos de hiperemia

• Edema (ativa e passiva). O aumento da Pressão Hidrostática eleva a filtração e reduz a reabsorção capilar.
• Hemorragias (ativa e passiva). Por diapedese ou por ruptura de capilares e pequenas vênulas.
• Degenerações, Necrose, Hipotrofias e Fibrose ("Induração de estase") (passiva). Por redução do afluxo de O2 e nutrientes.
• Trombose e Flebectasias (passiva). Por diminuição da velocidade do fluxo.


Consequências da Hiperemia Passiva:
Edema
Hemorragia
Necrose
Trombose


Consequências da Hiperemia Ativa:
Edema
Hemorragia


O acúmulo do sangue arterial não dá necrose porque é rico em O2, já no acúmulo do sangue venoso dá necrose porque não tem O2.

Necrose --> o acúmulo de sangue venoso impede que o arterial (O2) chegue nos tecidos --> NECROSE.

Ex. de hiperemia passiva:
- Varizes. A pressão do líquido venoso aumenta por causa do acúmulo de sangue venoso. O plasma sai e cria o edema.
- Trombose: o acúmulo de sangue venoso lesa o vaso --> ativa coagulação --> TROMBO (processo de coagulação dentro do vaso). Tanto tenho trombose por hiperemia passiva como hiperemia passiva por trombose.

As grávidas podem ter varizes e trombose.

Extase sanguínea: menor velocidade do sangue.



Hemorragia:

Extravasamento sanguíneo para fora do sistema cardiovascular

Classificação e nomenclatura.
Quanto à origem:
- hemorragia venosa,
- hemorragia arterial,
- hemorragia capilar,
- hemorragia cardíaca

Quanto à relação com o organismo:
• externas ou superficiais,
• internas com fluxo externo: exemplos: gastrorragia com hematêmese,
gastrorragia e/ou enterorragia com melena, otorragia, epistaxe ou rinorragia,
pneumorragia com hemoptise, nefrorragia com hematúria, etc...
• ocultas (i.e., sem fluxo externo): viscerais (superficiais, parenquimatosas ou
intersticiais) e ainda as cavitárias.

Pode ter:
Hemorragia interna com fluxo externo.
Ex: nariz
No pulmão: sai na tosse
Nos rins: sai na urina
No estômago (TGI): sai no vômito ou nas fezes

Hemorragia interna ou ocultas
So vai saber quando a perda de sangue é tão grande que a pressão arterial diminui.

Hemorragias superficiais
Mecanismo de formação de hemorragias (PATOGENIA)


Quanto ao mecanismo de formação:

• Por rexe ou ruptura de vasos: mais freqüentes, geralmente de origem traumática.

• Por diabrose ou digestão/erosão de vasos: por necrose (exemplo: cavernas pulmonares na
tuberculose) ou digestão enzimática (ex: úlceras pépticas).
Ex: digestão pelo suco gástrico: lembrar da úlcera tuberculose (células de defesa que liberam enzimas digestivas que digerem a parede do vaso causando hemorragia).

• Por diapedese: sem lesão. As hemácias fluem através da parede vascular intacta. Visto
comumente nas coagulopatias (diáteses hemorrágicas) e nas congestões prolongadas em vênulas e capilares. Ou seja, quando as células saem do vaso sem lesão do vaso. Passam por entre as células endoteliais. Ex: hiperemia passiva (o líquido extravasa - as hemácias saem - passam de dentro para fora do vaso).


Quanto à idade do processo:

• Recente: Hemácias íntegras nos cortes histológicos.
• Antiga: Hemólise e hemossiderose presentes.


Quanto à morfologia:

Mais aplicável às viscerais e tegumentares.

– Petéquias: lt. "Petecchia" = mancha roxa ou hemorragia puntiforme.
– Púrpuras: até 1 cm de diâmetro ou reunião de petéquias mais densamente. = descreve um quadro hemorrágico generalizado (petéquias e sufusões extensas em várias serosas e mucosas,).
– Sufusões: lt. "Suffusionem" = extravasamento de humores. ("Máculas hemorrágicas" ou "Hemorragias em lençol"). Refletem manchas difusas, planas e irregulares (o termo
"Equimose" quando afetando a pele).
– Hematoma ou bossa sangüínea ou ainda hematocisto: refere-se á formação de uma cavidade com coleção sangüínea.
– Apoplexia: gr. "apoplexis" = abater, cair. Hemorragia massiva, grave, intensa, com destruição orgânica e manifestações gerais graves.

Hematoma: cavidade cheia de sangue. Bolsa de sangue no local.


Quanto à etiologia (causa):

– Traumática - acidentes e cirurgias (tudo que rompe o vaso);
• de origem hemática-
– Intoxicações (dicumarínicos, tricloroetileno, Mellilotus,ácido acetilsalicílico-defeito
na agregação de plaquetas, antihistamínicos, etc...);
– Hipovitaminoses (vit. K e C);
– Hepatopatias;
– Trombocitopenias;
– Hemofilias.
• de origem vascular -
– Hipertensão intravascular (hipertensão arterial, varizes, formação e ruptura de
aneurismas, obstrução venosa);
– Toxinas e agentes infecciosos endoteliotrópicos (Pasteurella multocida, Bacillus
.anthracis, etc...).


Quanto à intensidade:
• Grave: quando afeta órgão essencial ou importante, e/ou com perda rápida
de grandes volumes sangüíneos (ultrapas- sando 1/3 da volemia, i.e. 3 a 4
% do peso corporal).
• Moderada: inspira cuidados, mas não indica risco de vida.
• Leve: quando não interfere significativamente na vida do indivíduo.

Fatores que interferem no tampão:

* Hemática: quando falta alguma coisa para formar o tampão / o coágulo.
Ou seja, quando não tem os fatores de coagulação.

Ex:
Hemofílico
Hepatopatia: doenças do fígado. O fígado produz as proteínas que são os fatores de coagulação.

* Vitamina C -> colágeno dos vasos. Se não tem vitamina C não forma o colágeno, o sangue passa e rompe o vaso.

* Vitamina K --> ajuda na coagulação.

* Trombocitose: falta de plaquetas. Não tem tampão / coagulação.

* Intoxicação de medicamentos. Ex: AS: evita a coagulação de plaquetas. Histamínicos.

- Vascular: no vaso sanguíneo, nas células endoteliais.

- Hipertensão arterial: o sangue bate com força no vaso e rompe o vaso. Ex: varizes / aneurismas (diminui a parede do vaso, fica fraca e então aumenta o rompimento.


Conseqüências:
• Dependem do local, do volume e da velocidade da perda.
Ex:
Choque hipovolêmico
Anemia ferropriva
Asfixia (hemorragia pulmonar)
Tamponamento cardíaco
Icterícia
Morte súbita
Amarelo (lembrar do bebê quando nasce). O fígado ainda não está preparado para aquela quantide de hemácias da mãe e então vasa para a pelo e fica amarelado.

Características microscópicas:

Hemácias fora de vasos (livres, aglomeradas em coágulos ou fagocitadas por macrófagos);
Hemólise e a metabolização da hemoglobina leva ao aparecimento de hemossiderina e hemossiderófagos.

Presença de hemácias:
Primeiro dia: local vermelho
Dias seguintes: azul violáceo (redução do teor de O2)
Primeira semana: esverdeado (acúmulo de bilirrubina e biliverdina)
Décimo dia: amarelo (acúmulo de hemossiderina)

Na veia: dá para recuperar

Na artéria: o sangue sai muito rápido, jorra sangue (morte)


Resolução:

Quando a hemorragia não é fatal, após a hemostasia, pode ocorrer:
- absorção do coágulo (nas hemorragias menores)
- organização e fibrose (nas hemorragias mais amplas)
- formação de aderências,
- encistamento
- calcificação
- Supuração (formação de pus)

As células de defesa absorvem esse coágulo; limpa e coloca tecido conjuntivo.

Endometriose: refluxo da menstruação. Células de defesa fagocitam e criam tecido conjuntivo mas acabam formando aderéncias entre os órgãos. Pode calcificar e formar pus no local.

Pressão Hidrostática: água

Pressão Coloidosmótica: proteínas

EDEMA (Hidropsia)

Acúmulo de liquido no intersticio ou em cavidades do organismo

O líquido que saiu da extremidade arterial (filtrado) não conseguiu voltar para o vaso e se acumula no tecido.

Nomenclatura:
• Prefixo HIDRO + Cavidade afetada (exemplos: Hidrotórax, hidroperitonio, hidrartro, hidrocele, hidrocefalia,etc.)
EDEMA DE + Órgão afetado" ou Órgão HIDRÓPICO. (ex.: edema pulmonar ou pulmão hidrópico);
• ANASARCA ("Ana" = sobre + "sarx" = carne) = edema generalizado.
• ASCITE (gr. "Askytes" /lt. "Ascitis" = tumefação abdominal): o mesmo que hidroperitonio

Exemplos: hidrotórax, hidroperitonio, hidrartro, hidrocele (onde se acumulam).

A albumina (proteína) é que gera essa pressão. Na hemodiálise perde albumina - o paciente tem que tomar albumina.


O desequilíbrio dessas forças e/ou alterações vasculares podem fazer com que o líquido que sai na extremidade arteriolar do capilar exceda a quantidade de líquido que consegue retornar à circulação (via retorno à extremidade venular do capilar e via drenagem linfática)


Mecanismos de Edema

Saída excessiva de líquido, por:

1) Aumento da permeabilidade.

Causas: Inflamações, intoxicações, toxemias, alergias, hipóxia.
Ex: quando bate a boca em algum lugar, a boca fica inchada.

As células de defesa passam pelas células endoteliais para irem ao local da lesão, sai também as proteínas. Ou seja:

- Causa edema local, com Exsudato (com alto teor de proteínas/ 3g%, alta celularidade e aspecto turvo, se coagulando quando exposto ao ar longamente). Macromoléculas passam para o interstício, diminuindo a Pressão Coloidosmótica intravascular e aumentando a Pressão Coloidosmótica intersticial.

Devido a lesão --> aumenta a permeabilidade vascular --> saída de líquido rico em proteínas (EXSUDATO) --> aumenta a pressão coloidosmática de proteínas no tecido e então o líquido acumula no tecido --> EDEMA.

Na queimadura --> é bolha (se fura a bolha pode ter bactérias no local).


2) Retorno Deficiente do Filtrado.

Aumento da Pressão Hidrostática a nível da extremidade venular do capilar:

- Edema local ou geral, com Transudato.
Causas: Obstáculos ao fluxo venoso (Trombose; embolia; compressão venosa por abscessos, granulomas, tumores, útero gravídico, cirrose hepática, etc... ; força da gravidade x postura) e ICC.

O líquido sai e não consegue voltar para a extremidade venosa.

O vaso é comprimido --> acúmulo de sangue venoso = pressão hidrostática.

Postura x Hiperemia passiva e edema: diminui o retorno venoso --> o líquido não volta porque a pressão hidrostática está alta --> acúmulo do líquido = EDEMA

Qualquer obstáculo da passagem do venoso acumula líquido = EDEMA

Sempre que tem hiperemia passiva = EDEMA


3) Diminuição da pressão coloidosmótica intravascular

Causa edema geral, transudato. A diminuição dos colóides intravasculares reduz a atração do líquido durante a fase de reabsorção na extremidade venular do capilar.
Causas: Hipoproteinemias por perda (Albuminúria, verminoses, gastroenteropatias) ou por deficiência de síntese (Desnutrição, hipotireoidismo, cirrose hepática).

Paciente desnutrido --> diminui as proteínas dentro do vaso --> o líquido extravasa e não consegue voltar.

Líquido pobre em protéina = transudato

Líquido rico em protéina = exudato (somente quando sai proteína do vaso)


4) Diminuição da drenagem linfática

Causas: obstrução linfática; compressão e/ou invasão com bloqueio de vias linfáticas por neoplasias, granulomas, abscessos, etc...; infestação com filarídeos [Wulchereria brancofti e Parafilaria .bovis]; esvaziamento ganglionar no cancer de mama

causando edema local, com tendência a formar transudato (linfedema)
• elefantíase

Elefantíase: 85% volta para o vaso e 15% não consegue voltar.

Quando tira os linfodonos no câncer de mama --> EDEMA (incha) e é transudato.
- Alterações intersticiais com aumento da hidrofilia intercelular: causando edema local ou geral, por aumento de Mucopolissacárides [MPS] no interstício com conseqüente aumento da Pressão Oncótica intersticial e da hidrofilia (Causa: Hipotireoidismo).


5) Tireoidite
Aumenta mucopolissacarídeos (proteínas). É transudato
Tireóide auto-imune:
A tireoidite crônica, ou linfocítica, ou doença de Hashimoto, é uma moléstia auto-imune com intenso infiltrado inflamatório crônico da glândula tireoidiana. A presença de auto-anticorpos (Ac anti tireoglobulina e enzima peroxidase tireoideana) acarreta eventualmente a destruição do tecido tireoidiano. As manifestações da tireoidite de Hashimoto são extremamente variáveis, podendo ser do tipo hipo, hiper- ou eutireoidismo. O sinal principal é a presença de um bócio indolor. Em estágios finais, quando a fibrose é importante, o paciente pode não ter bócio


Características microscópicas:

Edema pulmonar + hiperemia ativa:
Alvéolos pulmonares preenchidos por material róseo e homogêneo (exsudato).
Vasos dilatados e repletos de sangue (hiperemia).
Exsudatos que se coram pela eosina são de alta densidade protéica

Edema das vilosidades coriônicas (Mola hidatiforme).
Distensão capsular (tumefação),
Dissociação de fibras e células
Vasos linfáticos dilatados (teor protéico da linfa é indicativo da gravidade do processo inflamatório), fibrina, hemácias e leucócitos.
Fibroplasia quando o edema é crônico.


Características macroscópicas:

Anasarca/ edema no tecido subcutâneo - "Sinal de Cacifo" (Compressão digital -> depressão de
retorno lento). Visceral - Aumento de volume e peso, diminuição de consistência, aspecto liso e
brilhante, palidez (em conseqüência da compressão vascular), com vasos linfáticos acinzentados distendidos na serosa (principalmente na pleura e mesentério).

Marca do dedo no local inchado.


Consequências:

Lembrar que o edema é uma alteração reversível.

– Benéficas:
Quando tem bactérias e na PA alta.
• Diluição de toxinas bacterianas e de metabólitos tóxicos;
• Dispersão de colônias bacterianas e facilitação da fagocitose;
• Diminuição da hipertonicidade;
• Seqüestro de excessos de líquido.

– Maléficas:
• Dependem principalmente do órgão afetado e da intensidade do
processo.
• O hidrotórax, o edema pulmonar ou o de glote dificultam ou
impedem uma aeração adequada e podem levar à asfixia.
• O hidropericardio pode provocar tamponamento cardíaco (i.e.,
limitar a expansão diastólica), levando rapidamente à morte.
• O edema cerebral quando intenso e agudo determina hipertensão
craniana e às vezes até mesmo herniação de tonsilas cerebelares
pelo forame magno

Todos os casos de permeabilidade do vaso é excidato e os demais é transudato.



HEMOSTASIA

É a função normal do fluxo sanguíneo

Para manutenção da hemostasia é importante:

1 - Parede vascular

Porque as células endoteliais liberam substâncias anticoagulantes que mantém a hemostasia do sangue e se precisar liberam substâncias pró-coagulantes no caso de hemorragias e substâncias fibrinilíticas que quebram o coágulo que é formado numa hemorragia.

O endotélio mantém o fluxo sanguíneo normal pelas propriedades antiplaquetárias, anticoagulantes e fibrinolíticas. Quando ocorre lesão libera fatores pro-coagulantes

2 - Plaquetas (trambócitos)

Elas que iniciam todo o processo de coagulação para evitar hemorragia.

3 - Moléculas da coagulação

São várias proteínas que ficam circulando no plasma e que quando são acionadas forma cascatas (quando ativadas) formando coagulação. Na hemofilia, a pessoa não consegue formar coagulação.

A proteína formada no final do processo de coagulação chama-se fibrina. Sem a fibrina, o sangue pode passar. A fibrina forma uma rede ficando em cima das plaquetas até as células endoteliais se proliferarem e fecharem a lesão.

O processo de coagulação é ativado quando tem lesão no vaso:

Se lesa as células endoteliais, expõe o colágeno e então o colágeno inicia o processo de coagulação --> tampa o buraco --> mantém a hemorragia. Para isso:

- as células endoteliais liberam substâncias pro-coagulantes iniciando a deposição no local (fator WF)

- as plaquetas se aderem

- essas plaquetas liberam substâncias para chamar mais plaquetas no local (desgranulma) --> recrutamento de plaquetas

- a cascata de coagulação é ativada (formação da fibrina) = TAMPÃO

Sempre que lesa o vaso tem o TAMPÃO para manter a hemostasia.

Depois que a célula endotelial volta ao normal, as células endoteliais liberam substâncias fibrinolíticas para degradar e então as plaquetas se soltam. O tampão se desfaz.


Resumo:

Lesão celular endotelial --> exposição do colágeno --> início do processo de coagulação --> células endoteliais libram substâncias pró-coagulantes - fator WF. --> adesão de plaquetas que liberam substâncias para o recrutamento de mais plaquetas --> a cascata de coagulação é ativada (formação da fibrina) --> após a resolução da lesão vascular ocorre a liberação de substâncias fibrinolíticas que degradam o tampão.

Para ativar a cascata de coagulação pode ocorrer das seguintes maneiras:

- Via intrínseca: liberam substâncias do próprio vaso

- Via extrínseca: liberam substâncias do tecido


Cascata de coagulação. O que tem que saber:

São várias proteínas, uma ativa a outra através de enzimas para formarem a cascata até formar a FIBRINA.

Existem medicamentos que inibem a cascata de coagulação e outros que impedem a adesão das plaquetas.

Produto final da cascata de coagulação = FIBRINA = é um complexo de proteínas onde uma ativa a outra.

Se tem poucas plaquetas = hemorragia (não coagula)

Se tem muita fibrina = trombose (muita coagulação)


TROMBOSE

É o excesso do processo normal de coagulação do sangue.

Solidificação dos constituintes normais do sangue, dentro do sistema cardiovascular, no indivíduo vivo. Quando não tem controle da cascata de coagulação.

Trombo = massa solida formada pelo processo de trombose e constituído pelos elementos do sangue coagulado. O trombo é seco, opaco e encontra-se aderido a parede do vaso.

Coágulo= massa de sangue formada pelo processo normal de coagulação sanguínea. O coágulo tem superfície brilhante e úmida, é homogeneo, elástico e não está aderido ‘a parede vascular ou cardíaca.

Ex: se não tem lesão no vaso e expós o colágeno e então ocorre todo o processo para formar o tampão, porém é para dentro do vaso e não para fora como seria o normal. Acumula hemácias e leucócitos no local. Forma o tampão e acumula sangue no vaso.

O trombo sempre está aderido no vaso, fica uma massa obstruindo o fluxo sanguíneo.

Quando o trombo se solta e fica circulando é embolia.


Diferenças:

O coágulo é formado pelo processo normal e não fica aderido. É mais brilhante e elástico, úmid.

O trombo é formado pelo processo anormal e fica aderido. É sólido.

A diferença do trombo para o tampão é que inicia lesando a parede do vaso, já no processo normal de coagulação lesa a célula endotelial.


Etiopatogênese

Resulta da ativação patológica do processo normal de coagulação sanguínea.

A trombose é uma consequência de três tipos de alterações:

1 - Lesão endotelial direta (alterações da parede vascular ou endocardíaca)

Altera a parede do vaso. Ex: traumas ou punções no mesmo local.

Se o processo de coagulação é ativado várias vezes = trombo.

Infarto no miocárdio - pode ter a formação de trombo dentro do coração. Pode lesar o vaso e formar o trombo.

Causas:

Traumas (punções muito repetidas, por exemplo), bactérias na superfície vascular, infecções virais de células endoteliais, migração de parasitos na parede vascular (angeites e endocardites), arteriosclerose, infarto no miocardio, erosões vasculares decorrentes de infiltrações neoplásicas, produtos da fumaça do cigarro, radicais livres, hipertensão, hipercolesterolemia, todos esses fatores podem lesar as células endoteliais e ativa a cascata de coagulação.

Há perda do revestimento endotelial – contato do sangue com o conjuntivo (expõe o colageno subendotelial = ativação plaquetária.


2 - Alterações do fluxo sanguíneo (alterações hemodinâmicas)

Por retardamento do fluxo (Por estase, velocidade do fluxo):
A estase altera o fluxo lamelar fazendo com que as células que ocupavam a corrente axial passem à corrente marginal, facilitando o contato plaquetas - endotélio, ao mesmo tempo concentra os fatores da coagulação.

(diminui a velocidade do sangue - lembrar que isso ocorre na hiperemia passiva = extase).

As células do sangue bate contra as células endoteliais causando lesão --> ativa vários processos de coagulação = trombose

ESTASE
Permanência de fatores de coagulação ativados
Hipoxia lesão endotelial

Causas: ICC, redução da contração muscular em pacientes acamados, causas de hiperemia passiva

Pacientes acamados --> lesão de vários vasos e além disso fica deitado (sangue circula lentamente)


- Por aceleração do fluxo (turbulência)

Predispõem o contato das plaquetas (por alterar o fluxo lamelar com modificação da corrente axial em marginal) com a superfície interna dos vasos, lesando-o, expondo o colágeno subendotelial.

Causas: bifurcações arteriais, lesões endoteliais

Ocorre mais em artérias. Quando tem alguma bifurcação. Ex: aterosclerose.


3 - Alterações sanguíneas, da composição do sangue (concentração do sangue - Hipercoagulabilidade)

É o fator mais comum. O sangue está muito coagulável.

Um dos fatores mais importantes na trombogênese.

Causas:
Trombocitose: síndromes mieloproliferativas(leucemia, trombocitemia idiopática crõnica);

Anemias ferroprivas, após hemorragias graves (pós operatórios, principalmente de esplenectomias), disseminação de neoplasias malignas.

Incremento de fatores da coagulação (Hipercoagulabilidade ): liberação de excesso de tromboplastina em politraumatismos e queimaduras,na gestação e uso de anticoncepcionais orais (estrógeno está associado ao aumento de protrombina e fibrinogenio), síndrome nefrótica e em algumas neoplasias malignas.

Redução da atividade fibrinolítica: diabete melito, obesidade, síndrome nefrótica (perda urinária de antagonistas da coagulação).

Aumento da viscosidade sangüínea: Anemia falciforme (da flexibilidade da hemácia), policitemia, desidratação (o sangue tem menos água e mais células, essas células entram em contato com as células endoteliais) e queimaduras.


Trombocitose: excesso de plaquetas


Classificação:


a- Quanto à composição:

Trombos vermelhos, ou "de coagulação", ou ainda "de estase" (nas veias): ricos em hemácias, (de ficar parado - veias) fibrina e leucócitosmais freqüentes em veias (Flebotrombose);

Trombos brancos ou "de conglutinação" (nas artérias): constituídos basicamente de plaquetas e fibrina, estão geralmente associados às alterações endoteliais, sendo mais freqüentes em artérias.

Trombos hialinos: constituídos principalmente de fibrina, estão associados à alterações na composição sangüínea, sendo mais freqüentes em capilares.

Trombos mistos: são os mais comuns. Formados por estratificações fibrinosas (brancas), alternadas com partes cruóricas (vermelhas-hemácias). Formado por hemácias e fibrinas.

São alongados e apresentam 3 partes:

Cabeça: trombo branco, pequeno, fixado no endotélio;
Colo: porção estreita intermediária, na qual se configuram as "linhas de Zahn";
Cauda: trombo vermelho


b - Quanto à localização:

- Venosos: vermelhos e localizados predominantemente dos membros inferiores (Flebotrombose humana). São úmidos e gelatinosos, associam-se às flebectasias e à estase prolongada. 70% das tromboses. Ou seja, 70% das tromboses são venosas.

- Cardíacos: Murais ou valvulares. Representam aproximadamente 20% das tromboses no ser humano

- Arteriais: Geralmente brancos, acometendo mais comumente as coronárias, as cerebrais, as ilíacas e as femurais no ser humano.

- Capilares: Geralmente hialinos, ocorrendo nas coagulopatias de consumo (Coagulação Intravascular Disseminada).


c- Quanto ao efeito de interrupção do fluxo sangüíneo:
Oclusivos ou ocludentes: tudo
Murais, parietais, ou semi-ocludentes: obstrui apenas uma parte

Canalizado: Trombo oclusivo que sofreu proliferação fibroblástica e neovascularização, restabelecendo pelo menos parte do fluxo sangüíneo.


d- Quanto à presença de infecção:

- Séptico: quando o trombo sofreu colonização bacteriana ou quando se formou às custas de um processo inflamatório infectado (Ex.: Endocardite valvular).
- Asséptico.


e - Destino dos trombos:

Lise: Ação da Plasmina sobre alguns dos fatores da coagulação fibrinogênio e fibrina digerindo-os

Organização: Invasão do trombo e transformação do mesmo em tecido de granulação.

Canalização: os vasos neoformados na fase de organização anastomosam-se, permitindo o restabelecimento parcial do fluxo sangüíneo. Ou seja, é quando as células que formam o trombo morrem --> há resposta inflamatória e então as células de defesa vão criando vários vasos dentro do trombo para ter O2.

Calcificação: Comum nos trombos sépticos e nos organizados , principalmente nos venosos.

Colonização bacteriana: Nas septicemias, germes podem aderir e colonizar um trombo asséptico, tornando-o séptico.

Embolização: Decorrem da fragmentação ou descolamento de trombos inteiros.

Ou seja, o trombo pode ver embolia ou pode ter canalização do trombo.

Características macroscópicas:

Venosos: geralmente vermelhos e oclusivos, de aspecto úmido e gelatinoso (lembrando os coágulos post- mortem, porem firmemente aderidos ao endotélio.

Cardíacos: Brancos (secos, friáveis, inelásticos, associados à alterações no endocárdio) ou vermelhos.

Arteriais: Geralmente brancos, oclusivos ou semi-ocludentes.

Exemplos:
Coração. Processo: Trombose ventricular. Visão anterior da metade posterior de órgão submetido a corte frontal, fixado em formol. No ápice do ventrículo esquerdo pode ser vista uma massa sólida, ocupando quase que toda a cavidade ventricular. Ela pode ser dividida em duas partes, embora o limite não seja muito preciso (seta). A metade inferior é mais antiga e já apresenta sinais claros de fibrose (trombose antiga ou em organização), enquanto que a parte superior corresponde a processo que ainda está em andamento, com faixas claras intercaladas com faixas mais escuras (trombose recente).

Pulmão. Processo: Embolia trombótica na artéria pulmonar. Face hilar, de pulmão esquerdo não fixado. Após abertura da artéria pulmonar, observa-se estrutura filiforme, contínua, enovelada, obstruíndo totalmente a luz vascular. A consistência é friável e a coloração irregular, intercalando-se segmentos de cor vinhosa escura, com outros de cor avermelhada. Esta paciente era portadora de varizes de membros inferiores, sendo recentemente submetida a cesariana. No pós-operatório imediato, desenvolveu trombo-flebite na veia safena, de onde provavelmente se originou este êmbolo.


Características microscópicas:

Brancos: Apresentam lamelas amorfas, granulosas, desprovidas de células e levemente eosinofílicas. São formadas por plaquetas conglutinadas e desintegradas e se bifurcam com infiltrado de neutrófilos.

Vermelhos: Constituídos de rede de fibrina com conglomerados plaquetários nos pontos nodais, retendo em suas malhas leucócitos e hemácias (lembrando um coágulo - a diferença entre os dois são as lamelas plaquetárias dos trombos).

Mais vermelhos (hemácias)
Mais brancos (fibrinas)


Consequências:

Dependem de:
Tipo do trombo;
Localização;

Em geral temos:
Isquemia, levando à degenerações e às hipotrofias ou ao infarto;
Hiperemia passiva, levando ao edema, às degenerações e às hipotrofias, ou ao
infarto vermelho.
Embolia


Importância:

A Trombose Venosa Profunda (TVP) e o subsequente Trombo Embolismo Pulmonar (TEP) afetam comumente 0.1% da população (ie 170 mil casos/ano no Brasil).

Tipo sanguíneo: A, B e AB quatro vezes mais afetado que tipo O.

Mais frequente nas veias das pernas, em pacientes dislipemicos (alto LDL), fumantes, com aterosclerose, principalmente após imobilidade prolongada (internação hospitalar, pós operatório, e viagens prolongadas).

No pré operatório é melhor pensar: "Hemorragia se trata, trombose mata"
"Sindrome da Classe Econômica": - Vôos longos + menor umidade relativa da cabine pressurizada do avião + compressão das pernas - Sintomas: dor + hiperemia + edema nas pernas - Principalmente em sedentários, obesos, e sob prescrição de pílulas anticoncepcionais.

Trombose é uma doença que mata.


EMBOLIA

Etimologia:
gr. "émbolo" = tampão, rolha; e "emboleé" = irrupção

“Presença de substância estranha ao sangue caminhando na circulação, levando à oclusão parcial ou completa da luz do vaso em algum ponto do sistema".

Substância anormal junto com o sangue na corrente sanguínea e vai chegar uma hora em que o êmbolo vai entupir o vaso.

Classificação quanto ao sentido do deslocamento:

Embolia direta:
é a mais freqüente. Êmbolos se deslocam no sentido do fluxo sangüíneo. Quando o êmbolo circula no mesmo sentido / na mesma direção do fluxo sanguíneo arterial.

- artérias ou do lado esquerdo do coração segue para a "árvore arterial sistêmica", na direção dos capilares ("Embolia sistêmica", comum nas endocardites vegetativas, nas tromboses murais pós infarto no miocárdio, na aterosclerose aórtica e nas arterites parasitárias), "alvos" mais freqüentes são o cérebro, as extremidades, o baço e os rins.

- veias ou do lado direito do coração seguem para os pulmões ("Embolia pulmonar"), onde poderão determinar Insuficiência súbita do coração (lado direito) e morte por hipóxia sistêmica, forma mais comum e mais letal no ser humano, com asfixia e tosse, sendo determinada em 95% dos casos por tromboembolismo dos membros inferiores.

Embolia cruzada ou "paradoxal": embolo passa da circulação arterial para a venosa, ou vice-versa, sem atravessar a rede capilar, por intermédio de comunicação interatrial ou interventricular, ou ainda de fístulas arterio-venosas. Quando o êmbolo passa do arterial para o venoso. Isso não ocorre através dos capilares, apenas em situações de lesão do coração que deixa passar de um átrio para outro por exemplo.

Embolia retrógrada:
Êmbolos se deslocam no sentido contrário ao do fluxo sangüíneo. Visto em algumas parasitoses, como por exemplo na migração do Schistosoma.mansoni, Strongylus.vulgaris e na ocorrência de metástases vertebrais de adenocarcinomas prostáticos. São parasitas que circulam no sentido contrário do fluxo sanguíneo (êmbolos vivos). Ex. do câncer de próstata.


Tipos de êmbolos:

1 - Êmbolos sólidos: são os mais freqüentes.
- A grande maioria provêm de fragmentos de trombos ;
- massas neoplásicas, bacterianas,
fragmentos de ateromas ulcerados podem alcançar a circulação e agir como êmbolos.
Ou seja, são pedaços de trombos massas de células cancerígenos, parasitas (vermes) fragmentos de tecidos.

2 - Êmbolos líquidos:
Classicamente têm-se a Embolia amniótica e a Embolia lipídica ou gordurosa. Lípides podem formar êmbolos nas seguintes situações:
Esmagamento ósseo e/ou de tecido adiposo ("Crush Syndrome");
Esteatose hepática intensa;
Queimaduras extensas da pele;
Inflamações agudas e intensas da medula óssea e tecido adiposo (osteomielites e celulites);
Injeção de grandes volumes de substâncias oleosas via endovenosa;
Acompanhando a embolia gasosa nas descompressões súbitas, quando o N2 dissolvido nas gorduras com pressão maior, torna-se insolúvel com a descompressão rompendo os adipócitos.
Ou seja, gorduras, se cai gordura dentro do vaso, vira embolia gordurosa. Aumenta a gordura no fígado vira êmbulo. É comum em lipoaspiração. O líquido pode ocorrer de gordura e de líquido aminoático (placenta).

3 - Êmbolos gasosos:
Gases podem ocorrer na circulação nas seguintes situações:
Injeção de ar nas contrações uterinas durante o parto;
Perfuração torácica;
Veias abertas em cirurgias;
Transfusão de sangue e injeção endovenosas;
Nas descompressões súbitas (Escafandristas, aviadores e astronautas). Com a descompressão súbita, o gás se torna insolúvel rapidamente, na própria circulação (fazendo com que o sangue "borbulhe", principalmente o N2, que tem um coeficiente de solubilidade menor que os outros gases).
Ou seja, entrada de ar nos vasos. Se injetar ar na corrente sanguínea pode matar o paciente porque o ar não se mistura com o sangue. Não se dissolve no sangue.

Síndrome da descompressão: quando a pessoa sobe muito rápido (ex. paraquedistas).

Consequências:

Depende do tipo e volume de êmbolo, do órgão que vai afetar.
Isquemia = infarto branco
Hiperemia passiva = infarto vermelho

Dependem de:
Natureza do embolo (Séptico/ abscessos; neoplásicos/ metástases) e volume do mesmo;

Local atingido (essencialidade, tipo de rede vascular, presença e eficiência de circulação colateral, vulnerabilidade à hipóxia, etc...);

Em geral podemos ter:
Posteriores: Isquemia, levando à degenerações e hipotrofia ou ao infarto isquêmico, quando intensa ;

Anteriores: Hiperemia passiva, levando ao edema, à degenerações e à hipotrofia, ou ao infarto hemorrágico.



Referências Bibliográficas;
MONTENEGRO, M. R.; FRANCO, M. Patologia: processos gerais. São Paulo: Editora Atheneu, 2008, 4 ed. 320p.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ciclo II - Módulo I - Microbiologia (Parte III)

ESTUDOS DOS FUNGOS - MICOLOGIA


Seres vivos se dividem em:

Procariontes: monera (bactérias)

Eucariontes: protista, fungo, planta e animal

Fungos macroscópicos: cogumelos - alguns tem substâncias químicas alucinógenos. O corpo de frulificação serve para identificação.

Fungos microscópicos: colônias filamentosas e leveduras

Colônias de aspecto mucoso, não são bactérias, são mucosas.

Leveduras --> gran positivas

Colônias filamentosas recebe o nome de bolores. Ex. da laranja mofada que tem muitos esporos.


FUNGOS

Se dividem em: macro e microscópicos

Cada fungo filamentoso é observado através da estrutura reprodutiva. Cada tipo tem um nome.

Para se proteger do nosso sistema imunológico, o criptocorpus produz cápsula para evitar a fagocitose. Dá meningite. Produz melanina no cérebro e também dificulta o reconhecimento do sistema imunológico. Tanto a cápsula como a mielanina protege o criptocorpus.

Num aidético (paciente delimitado) as leveduras nem produzem cápsulas. Então tem que fazer num meio de cultura.



CARACTERÍSTICAS DOS FUNGOS

- Macroscópicos e microscópicos
- eucarióticos
- pluricelulares e unicelulares
- aclorofilados
- heterotróficos (lignina)
- aeróbios e anaeróbios facultativos
- nutrição por absorção (exoenzimas)
- habitat rico em matéria orgânica
- dimorfismo

- aclorofilados: não faz fotossíntese. O fungo não é planta porque não faz fotossíntese. Não tem pigmento para fazer a fotossíntese;
- heterotróficos (lignina): degradam a lignina, não produz o seu alimento através de substâncias simples e complexas. Eles pegam substâncias complexas e quebram;
- aeróbios e anaeróbios facultativos: crescem na presença ou não de oxigênio. Na falta de O2 também cresce usando outras substâncias;
- nutrição por absorção (exoenzimas): produz enzimas que são secretadas para fora dele. Essas enzimas degradam a substância em pedaços menores e aí sim essa substância pequena será absorvida pelo fungo;
- habitat rico em matéria orgânica: principalmente matéria orgânica em decomposição. Naftalina: evita o desenvolvimento de mofo (fungos);
- Dimorfismo: fungos patogênicos. Os que geram doenças podem apresentar as duas formas - leveduras ou filamentoso.
O fungo engana mais o nosso sistema imunológico porque quando invade o nosso tecido (37 graus) ele vira levedura e sob uma temperatura de 25 graus apresenta forma filamentosa. Ou seja, no nosso corpo é levedura e fora é filamentoso.
Ex: ESPOROTRIOOSE
fungo Sparathria Schenckii
Encontra-se em plantas. No ambiente (na roseira) é filamentoso e quando entra no corpo é levedura.

Os fungos se desenvolvem em meios de cultivos especiais, formam colônias que são classificadas em dois tipos principais, leveduriformes e filamentosas, que se diferenciam pela macromorfologia e micromorfologia.

Possui parede celular de quitina (a mesma substância da casca de insetos) ao invés de celulose.

Micro pode ser filamentosos (PLURICELULAR) ou leveduriformes (UNICELULAR)



FUNGOS FILAMENTOSOS: bolor e mofo

As colônias de fungos filamentosos podem ser granulares, cotonosas, aveludadas, pulverulentas, membranosas

Os fungos filamentosos são formados por hifas que podem se diferenciar pelo corpo de frutificação (estrutura reprodutiva). Ex do fungo do mamão. Quando tem o fungo num mamão, não pode tirar apenas a parte que está estragada porque o fungo pode estar enraizado no alimento e também pode liberar toxinas no alimento.

O seu talo consiste de hifas que podem ser contínuas ou interrompidas em intervalos irregulares por septos (septada) que dividem as hifas em células.

Um conjunto de hifas forma o micélio que pode ser vegetativo ou reprodutivo. A parte de cima é o micélio reprodutivo (está reproduzindo) e a de baixo micélio vegetativo. O micélio vegetativo absorve nutrientes.

Os fungos filamentosos demoram mais para se desenvolver, principalmente os patogênicos.


FUNGOS LEVEDURIFORMES: leveduras

- Crescimento e reprodução mais rápida
- Fermentações
- Pseudohifa

As colônias de leveduras são, em geral, de consistência cremosa de cor branca a creme, brilhantes ou opacas podendo apresentar às vezes coloração escura ou alaranjada.

As leveduras produzem células simples, arredondadas, ovais ou alongadas que se reproduzem quase sempre por brotamento.

Os fungos leveduriformes estão em meios diferentes, onde tem grande quantidade de açucar, onde cresce muitos fungos.

Criptococos (colônia marrom) --> melanina que protege da resposta imunológica.

* A grande maioria dos fungos filamentosos são aeróbios, e a levedura são anaeróbios facultativos (tanto faz ter ou não O2)

Leveduras: fermentações (panificação e bebidas). Gostam de açucar preferindo como habitat frutas, flores e cascas de árvores. Também participam da produção de mel, xaropes, formam filmes plásticos e produzem amilase.

As fermentações ocorrem justamente por serem aeróbicas ou anaeróbicas facultativas. Na ausência de oxigênio, elas fermentam os hidratos de carbono e produzem etanol e dióxido de carbono. E essa fermentação é usada na fabricação de bebidas e pães produzindo etanol nas bebidas fermentadas e dióxido de cabono para fermentar a massa do pão.

Reproduzem assexuadamente através da multiplicação por brotamento.


FUNGOS DIMÓRFICOS

Ocorrem na maioria das vezes em espécies patogênicas. O fungo pode crescer tanto na forma de levedura como filamentoso. Na forma de fungo filamentoso produz hifas aéreas e vegetativas, a forma de levedura se reproduz por brotamento. Em 37 graus é levedura e em 25 graus é filamentosa.


ESTRUTURA DA CÉLULA FÚNGICA:

- Aparelho de Golgi;
- REL e RER;
- Mitocôndrias;
- Ribossomos;
- Vacúolo: armazena substâncias de reserva;
- Parede celular (quitina, proteínas e lipídeos): estrutura rígida;
- Membrana citoplasmática: barreira semipermeável (erogsterol).

A diferença é que o fungo tem parede celular mas a membrana citoplasmática tem o ergosterol ao invés do colesterol. A estrutura química do ergosterol é bem semelhante ao colesterol só que a via de biossíntese para formá-los é diferente.

A grande maioria das drogas é trabalhada nessa questão (ergosterol) para tratar o fungo. Se liga no ergosterol e arrebenta a membrana do fungo após formar poros e ela morre. O problema é que o medicamento também se liga no colesterol. Então o medicamento ANFOTERICINA só pode ser aplicada no hospital para ser controlada (principalmente nos rins).

Outras drogas são mais fracas e o tratamento é mais fraco. Atuam na via de biossíntese do ergosterol e por isso não são tóxicas para nós.

Existem drogas que atuam na biossíntese da melanina.

A parede celular tem quitina (o mesmo dos insetos) deixa-a rígida.



OBSERVAÇÕES:

Os poros dos fungos podem apresentar estruturas abertas ou fechadas.

Lembrar do pão em cima da geladeira: a água do pão sai e o fungo cresce. Mesma história do mamão - o pão está cheio de fungos.

Se for leveduriformes estarão ovaladas e produzindo brotinhos = leveduras micelinada ovalada.

Quando a fermentação do vinho não é boa, vira vinagre.

Saccharomyces
Faz fermentação (pão)
No fermento biológico seco - retira a água
No fermento biológico úmido - tem água


Pseudohifa
Esfregasso vaginal. Ter levedura é normal. Para saber se tem candidíase tem que observar sua estrutura (pseudohifa) e também se está em maiores quantidades.

Células epiteliais coradas de rosa, bastiletes e leveduras.


REPRODUÇÃO DOS FUNGOS


Fissão binário: como nas células

Brotamento: uma célula gera outra --> reprodução de levedura

Esporulação: forma esporos --> leveduras e fungos filamentosos

Fragmentação de hifas: as hifas caem e criam outras: somente fungos filamentosos



IMPORTANCIA DOS FUNGOS


1) Ecológica (controle biológico): manipula o fungo. Modifica o DNA para:

- Controle de pragas: desenvolvimento de microorganismos (de fungos) para matar as pragas que degradam a actinase por ex. do carrapato e aí o carrapato morre.


2) Agrícola: deterioração de alimentos

Filme antifúngico para o alimento.

Tintas de parede com antifúngico


3) Industrial

- Cogumelos comestíveis

- Fermentações

Exemplo do queijo que o fungo não degrada, apenas dá o gosto para o queijo e do vinho que usa as leveduras


4) Médica

- Antibióticos

- Micotóxinas

- Micoses: doença gerada por fungo

Classificadas de acordo com o grau de envolvimento no tecido e modo de entrada no hospedeiro.

Micose - onicose: fungos destroem a unha, por isso elas começam a quebrar, tem que limpar tudo para passar remédio.

Os fungos produzem substâncias que destroem seus concorrentes. Ex: antibióticos que são produzidos por fungos.


Micoses

Superficiais: camadas externas - contato pela pele; os fungos não invadem.

cutâneas: contato pela pele. Provocam lesões na pele e unhas por ex.

Subcutâneas: contato pelo músculo (implantação traumática). Camadas mais internas da pele, fungos entram por traumatismo. Reações inflamatórias.

Sistêmicas: órgãos (inalação)
Via respiratória, atinge pulmões e outros órgãos. Micoses graves

Oportunistas: cândidas
Os fungos entram ou por inalação ou por implantação traumática.


Doença das manchas brancas

PTIRIASE VERSICOLOR

É uma levedura que fica na cabeça (é lipopítica) gosta de gordura. Prolifera no verão. O tratamento é na cabeça. Shampoo (triatopi da jonson)


Fungo no pelo: falta de higiene. Tanto na parte de dentro como de fora do pelo.


Fungo: ambiente quentinho e úmido


Dependendo pode ter numa lesão mais de um tipo de fungo.


A criança pode ter todo o TGI com candidíase que pegou da mãe durante o parto normal.


RESUMO:

Diferença dos fungos das plantas:
- não sintetizam clorifla
- não tem celulose na parede celular
- não armazenam amido

Semelhança dos fungos com as celulas animais:
- armazenam glicogênio
- presença de quitina na parede celular

Os fungos formam dois tipos de colônias:
Leveduriformes: pastosas ou cremosas. Formadas por microorganismos unicelulares. Cumprem funções vegetativas e reprodutivvas
Filamentosas: algodonosas e aveludadas. Formadas por elementos multicelulares - Hifas e micélio.



GD - MICOLOGIA

1 - Cite 5 características dos fungos
Eucaríoticos, macroscópicos e microscópicos, pluricelulares e unicelulares, aeróbios e anaeróbios facultativos, dimorfismo.

2 - Quais as condições ambientais que favorecem o desenvolvimento dos fungos?
Umidade, ambiente rico em matéria orgânica

3 - O que é dimorfismo em fungos?
Podem ser leveduriformes ou filamentosos, depende da temperatura

4 - Descreva os fungos filamentosos e os fungos leveduriformes
Filamentosos: são pluricelulares, apresentam hinfas hialinas, esporos fíngicos
Leveduriformes: são unicelulares, tem crescimento e reprodução mais rápido e possuem pseudohinfas, colônia mucóide.

5 - Em um exame genicológico ao realizar-se um esfregasso vaginal, que característica deve ser observada para ser diagnosticada a candidíase vaginal? Por que?
- Crescimento de leveduras aumentado.
- Característica de invasividade tecidual de pseudohinfas
Porque é uma resposta de que tem candidíase, devido a grande quantidade de pseudohinfas e um crescimento aumentado de leveduras.

6 - A anfotericina B é um dos principais agentes antifúngicos. Qual é o mecanismo de ação desta droga?
A anfotericina B (primeira droga de escolha) se liga na estrutura química do ergosterol da camada fúngica, que provoca poros na membrana da célula, fazendo o estravasamento do conteúdo celular e destruição dos fungos que acabam morrendo.

7 - Quais são os dois critérios empregados na classificação das micoses?
Classificada de acordo com o grau de envolvimento no tecido (é um tecido superficial ou profundo - subcutâneo), e modo de entrada no hospedeiro.

8 - Como você faria o diagnóstico de uma micose de unha?
Fazendo raspagem e colocando em meio de cultivo com hidróxido de potássio (a 20%), assim ele digere as células epiteliais e expõe as células fúngicas.

9 - A criptococose e a candidíase são consideradas infecções fúngicas oportunistas? Explique.
Sim. A candidíase é uma microbiota normal, e devido a nossa baixa resistência ela prolifera. O criptococose está presente em fazes de pombos, e onde nós convivemos, mas com o nosso sistema imune controlado conseguimos debilar, caso contrário podemos adquirir a infecção.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Ciclo II - Módulo I - Patologia (Parte II)

MORTE GERAL

Morte: parada completa, definitiva e irreversível dos processos metabólicos, das funções orgânicas e das atividades vitais. A morte pode afetar parcial ou totalmente o organismo:

Morte Cerebral, Geral ou Somática ou Clínica: afetando o indivíduo como um todo

Morte celular programada ou apoptose: afetando células individualizadamente

Morte celular acidental ou morte tissular ou necrose: afetando células ou grupo de células.

Na parte 1 o que vimos são lesões reversíveis e agora estamos vendo as lesões irreversíveis (morte).


A morte de um ser humano é a morte encefálica ou somática.

O coração vive 30 minutos sem oxigênio já os neurônios apenas 3 minutos.

A autólise é a autodestruição celular por ativação das lisozimas em decorrência da falta de nutrientes e O2. É a desorganização progressiva até a desintegração completa.

Existem dois tipos de morte celular que ocorrem enquanto estamos vivos:


NECROSE e APOPTOSE


NECROSE

Infarto, cárie, úlcera são exemplos de necrose.

Necrose é o "ponto final" das alterações celulares - morte celular. É um tipo de morte acidental sempre patológica. A célula estava bem mas por algum motivo ela morre. Ex: passou de três minutos com falta de oxigênio nos neurônios, os lisossomos se rompem e as enzimas digestivas digeri toda a célula, as organelas saem da célula.

Sendo uma consequencia comum de inflamações, de processos degenerativos e infiltrativos e de muitas alterações circulatórias.


É o resultado de uma injuria celular irreversível.


Esse rompimento se chama LISE (ruptura). Quando as organelas saem da célula, quando as células morrem, as células de defesa fazem a resposta inflamatória (inflamação).

Cada tipo de célula vive um tempo:
- células da pele: dias
- céluas de defesa: 3 horas
- células de neurônios: 3 minutos

Quando as enzimas (fosfolipaze, proteinaze) dos lisossomos se rompem, começam a quebrar a membrana plasmática. VER FIGURA NA SEGUNDA PÁGINA

No acúmulo de triglicérides, a célula vai perdendo a função e rompe a membrana plasmática. Ex: esteatose --> necrose --> cirrose

Necrobiose: é um termo que não é mais utilizado e que significa morte celular em indivíduos vivos.


TECIDOS DUROS

Exemplos:

Dentes:
Tipo de necrose dos dentes: cárie (por bactéria). Limpa e coloca a massa no local da necrose. Canal -> morte do dente
Abturação --> uma parte do dente.

No osso: osteaporose



INFARTO

Necrose por falta de fluxo sanguíneo arterial.

Fígado: necrose porque houve obstrução de uma artéria (diminui corrente sanguínea, diminui O2...)

SNC: quando a necrose ocorre no SNC chama-se MALÁCIA
Os lisossomos digerem a bainha de mielina, acumulam líquidos (pus) resto de células mortas.
Neste caso, também faltou fluxo sanguíneo (AVE).

Tecido Epitelial de Revestimento
Pele e mucosas (intestino, estômago, útero). Quando rompe apenas o TER é chamado de EROSÃO. Lembrando que o tecido conjuntivo é rico em vasos sanguíneos.



Estômago

Se a morte celular é apenas no TER é EROSÃO mas quando atinge também o tecido conjuntivo é chamado de ULCERA. A ulcera pode acontecer em qualquer tecido de revestimento. Onde tem tecido epitelial de revestimento e tecido conjuntivo. Ver mais sobre ulcera em tipos de necrose.




TIPOS DE NECROSE:

Classificação morfológica do tecido morto (ex: rim)
PEGAR O DA AULA PRÁTICA


1) Necrose de coagulação
PPT:
- Preservação do contorno básico da célula coagulada por pelo menos alguns dias
- o aumento do ácido intracelular desnatura as proteínas estruturais e enzimáticas bloqueia a proteólise da célula
- o processo de necrose coagulatia é característico da morte hipóxica, em todos os tecidos das células, exceto no cérebro.

Exemplos: infarto do miocárdio, necrose focal da placenta bovina na brucelose e necrose papilar.

Se coagulam

Fígado: mais rosado porque o pH está baixo.
Consigo ver a sua arquitetura por causa da coagulação.


2) Necrose caseosa
PPT
- Estrutura semelhante a um queijo branco fresco
- Apresenta-se como:
* massa amorfa e esbranquiçada
* sem brilho e consistência pastosa friável e seca
* é frequentemente em focos de infecções crônicas (tuberculose bovina)

A cronicidade e a presença de lipídeos especiais impedem a resolução e liquefação do tecido

Histologicamente apresenta "debris" granular amorfo composto de células fragmentadas, as vezes, com calcificações e bordo inflamatório delimitado.


Ex: pulmão - tuberculose
Onde tem a bactéria as células morrem. As células de defesa vão lá para se defender e acabam lesando também o tecido.
Causas:
- infecção bacteriana
Características:
- partes brancas

Ex: linfócitos
Não dá para identificar o tecido.
Não consigo ver a arquitetura do tecido.



3) Necrose liquifativa
PPT
- resulta da ação de enzimas lisossômicas-líticas
- com dissolução enzimática rápida e total do tecido morto
- Há prevalência da autólise que favorece a desnaturação das proteínas
- é característica de infecções bacterianas focais que levam a formação de pús com liberação das enzimas proteolíticas
- por agentes que evocam reação inflamatória supurativa
- quando localizado é denominado abscesso


Quando encontra líquido (pus) no local que está com necrose no tecido.
Pus = placa bacteriana. Quando localiza-se no órgão chama-se de abcesso (o pus está composto / enclausurado em uma membrana - cápsula dentro do órgão).

A necrose liquefativa é encontrada principalmente no tecido nervoso que é rico em lipídeos e pobre em proteínas apresenta pouca capacidade de coagulação o que facilita a sua liquefação e amolecimento, mas ocorre também na supra renal, mucosa gástrica, e em tecido inflamado. O cérebro responde a injúria anóxica e tóxica intensa e com digestão enzimática rápida e formação de focos de dissolução tecidual conhecidos como MALÁCIA.

Necrose óssea - resulta da morte das células ósseas por interferência do fluxo sanguineo arterial ou venoso.


4) Necrose hemorrágica
PPT
Causa principal: hipóxia. Ocorre na área de infarto onde a necrose de coagulação é inundada por sangue.

Presença de sangue na área morta. Lembrar de quando vai "capar" o porco.


5) Necrose enzimática das gorduras
PPT
- É uma forma de necrose do tecido adiposo na qual a gordura é desdobrada pela ação de lipases pancreáticas.

Mecanismos:
* Os ácidos graxos liberados se combinam com o cálcio para produzir áreas brancas saponificadas.
* Ocorre no tecido perpancreático (pancreatite aguda), no tecido gorduroso da glândula mamária.

Gordura digerida e calcificada naquela área. Fica ligada ao cálcio naquele local. Parece com um pingo de vela.


6) Necrose gomosa
PPT
- Características macroscópicas: variam conforme o tipo morfológico da necrose. Como características comuns, podemos ter:
* diminuição da consistência e elasticidade (devido à lise dos constituintes celulares), perfuração da cápsula ou mesmo nas alças intestinais, que quando suspendidas se rompem não suportando seu próprio peso.



7) Úlcera de decubito (pressão)


O osso faz a pressão sobre o tecido conjuntio na cama e forma a úlcera. Tem que ter movimento e alimentação para ter fluxo sanguíneo.

No Diabetes também leva a diminuição do fluxo sanguíneo.


Tem que avaliar o estado nutricional e doenças também.


A úlcera tem vários estágios (do estágio I até IV e por último a escara (tecnicamente é quando o tecido morto se solta do tecido vivo).


E o sequestro é quando ao redor de uma área necrosada existem células de defesa.



8) Úlceras gástricas

Ocorre por má digestão do suco gástrico. O suco gástrico corrompe e penetra o TER e TC. Se o lisossomo sai ele também começa a digerir as células da vizinhança. Até que as células de defesa cheguem no local para fagocitar. Quando libera suco gástrico e não tem o que digerir, o suco começa a digerir o muco, o TER, TC e tecido muscular.

Causas:
- alimentação inadequada
- tipos de substâncias administradas
- bactérias que ingerem o muco (helicobacter pylori ou H. pylori) induz gastrite (inflamação)

Sempre uma úlcera tem gastrite. A gastrite (inflamação) leva a uma úlcera. O suco gástrico pode perfurar a parede do estômago e o suco vai estravasar.




PPT


- Alterações na coloração e aspecto geral:
* aumento da palidez e opacidade, determinando uma coloração mais brancacenta ou acinzentada, típica da necrose de coagulação, vista nos infartos brancos ou isquêmicos;
* escurecimento do órgão, quando este por ocasião da necrose estiver repelto de sangue - típica da necrose edematosa e hemorrágica, vista nos infartos vermelhos ou hemorrágicos.
* liquefação do tecido necrótico - típica da necrose coliquativa ou liquefativa, vista nas malácias do SNC, determinando a cavidade neoformada onde se alojará o pus;
* formação de massa brancacenta ou amarelada, pastosa, friável, lembrando a caseína do queijo - típica da necrose caseosa ou de caseificação, vista no centro dos granulomas causados pelo Mycobacterium tuberculosis e suas variedades (exceção: M.avium) na tuberculose;
* formação de pequenas massas esbranquiçadas, lembrando à "parafina derretida" em tecidos ricos em lipídes - típica da necrose enzimática das gorduras - esteatonecrose;
* formação de massa gomosa, compacta, "emborrachada" ou fluída, lembrando à "goma arábica" - típica da necrose gomosa, vista no centro dos granulomas vascularizados causados pelo treponema palidum, na sífilis.


Características microscópicas:
- alterações nucleares: redução de volume e aumento da basofilia, com homogeneização do núcleo;
- ruptura em vários fragmentos, e posterior desintegração em grupos amorfos com perda dos limites nucleares;
- dissolução da cromatina por hidrólise dos ácidos nucleicos gerando hipoacidez e redução da basofilia nuclear.

VER FIGURAS PPT



Etiologia das necroses:


- Todos os fatores relacionados às agressões, desde que a agressão seja letal podendo ser agrupadas em agentes físicos, químicos e biológicos:

1) Agenes físicos: ex - ação mecânica, temperatura, radiação, efeitos magnéticos;

2) Agentes químicos: compreendem substâncias tóxicas e não-tóxicas. Ex: tetracloreto de carbono, álcool, medicamentos, detergentes etc.
3) Agentes biológicos: ex - infecções viróticas, bacterianas ou micóticas, parasitas etc.


Esses agentes provocam o comprometimento dos níveis celulares de respiração aeróbica, de síntese protéica, de manutenção da integridade das membranas celulares e de manutenção da capacidade de multiplicação celular (RNA e DNA). A ação das causas sobre esses sistemas provoca a perda da homeostase celular de tal forma que a célula perde a sua vitalidade.

A necrose, assim, abrange alterações regressivas reversíveis que, em algum ponto e por algum estímulo desconhecido, passam a ser irreversíveis; instalada a irreversibilidade e a necrose propriamente dita, inicia-se o processo de desintegração celular.



Mecanismos:

Os agentes agressores produzem necrose por:

1) redução de energia

2) produção de radicais livres

3) ação de enzimas inibindo processos vitais

4) agressão direta a membrana da célula



Após a agressão seja por interferir com os sistemas de suprimento de energia ou por lesar as membranas celulares o efeito usual é a perda de controle de movimentação de íons através da membrana.



Consequências:

Dependem de:
- órgão afetado: quanto mais essencial à vida, mais graves as consequências;
- extensão da lesão: quanto maiores, mais graves as consequencias
- causas da necrose
* infarto extenso no baço - não compromete seriamente a vida do paciente
* qualquer necrose, de qualquer extensão, no encéfalo - hemiplegias, alterações neurológicas, e até mesmo a morte.



Evolução:


O tecido necrótico comporta-se como um corpo estranho (devido à liberação de antígenos escondidos), suscitando uma reação inflamatória na tentativa de eliminar a área necrosada
- absorção: se a área afetada for mínima. Fagocitose por macrófagos.
- drenagem: se a área for próxima às vias excretoras ou se ocorrer fistulação (ruptura e drenagem de abscessos / necrose coliquativa).
- cicatrização: proliferação libroblástica e substituição do parênquima necrótico por tecido conjuntivo fibroso.
- calcificação: comum na necrose caseosa
- encistamente ou sequestro: formação de pseudo-cistos, quando a área de necrose é ampla limitando a absorção. Comum nas malacias do SNC (onde as células responsáveis pela cicatrização - os astrócitos - ao contrário dos fibroblastos não são capazes de preencher extensas áreas perdidas. Nesse caso os astrócitos circunscrevem a área necrosada formando uma cápsula e ocorre então a formação de um cisto.


A necrose sempre afeta um grupo de células e sempre tem resposta inflamatória. (É sempre patológico - ruim). Ataca qualquer coisa que seja diferente do nosso organismo (resposta imune inata), lembrando que a resposta imune adaptativa é quando precisa de uma resposta específica. A desnutrição também leva a úlcera. O estado nutricional é muito importante.


Todas as necroses classificadas é pelo jeito que está apresentando.



APOPTOSE

Definição: afeta células individualmente e não tem resposta inflamatória. É fisiológica (durante o desenvolvimento embrionário).

- Ativação gênica
- Síntese de proteínas
- Fragmentado em pedaços e envolvidos com membrana.

A célula pode morrer por apoptose:

- via da mitocôndria

- quando uma substância se liga ao receptor de membrana que ela tem


Etiologia: viroses, hipertermia, isquemia, toxinas

Características:
- síntese e degradação de proteínas
- controle genético: genes pró e anti-apoptóticos
- processo rápido e individual
- papel oposto ao da mitose
- fisiológica ou patológica



Diferenças entre apoptose e necrose:

Indivíduos vivos:
Necrose
- afeta grupos de células
- resposta inflamatória
- patológica

Apoptose
- individual
- não tem resposta inflamatória
- fisiológica

Indivíduos mortos:
Autólise
Entra água na célula, os lisossomos saem e começa a digerir as células. E as bactérias se alimentam desses restos das células.

Ex: neurônio. Um neurônio que não faz sinapse
Uma área de gene (DNA) que controla a morte celular. Ele induz algumas enzimas "caspazes" para quebrarem as substâncias das células. Fragmentam os pedaços empacotando as organelas. E outras células fagocitam essas substâncias limpando os tecidos.

As células de defesa não atuam porque elas também estão sem oxigênio.

Outro exemplo: um coração que parou: para saber se foi autólise ou necrose percebe-se se tem resposta inflamatória.

Neurodenegerativa - Alzheimer. As células entram em apoptose porque é depositado uma placa que impede a sinalização entre os neurônios.


Morte Celular Programada atua na formação e manutenção tecidual durante toda a vida do indivíduo.


A apoptose pode ocorrer patologicamente
Deficiente nas hiperplasias, neoplasias, infecções virais (herpes, pox, adeno), autoimunidades (lúpus eritematoso sistêmico, glomerulonefrite imuno-mediada, artrite reumatóide) e má formações congênitas.

Excessiva nas
atrofias

Encefalopatias nerudegenerativas
- Alzheimer, Parkinson, Esclerose lateral amiotrófica, Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis

Doenças imunossupressivas

- AIDS


Características morfológicas das células em apoptose:
- anoiquia, condensação do citoplasma, condensação nuclear, fragmentação nuclear, fragmentação celular.


GANGRENA (úlcera devoradora)
PPT


Conceito: é uma forma de evolução da necrose, resultante da ação de agentes externos sobre o tecido necrosado.

Classificação:


Gangrena Seca (mumificação)

Etiologia: Fisiológica no cordão umbilical; frio / congelamento; gesso e bandagens muito apertados

Características macroscópicas: ressecamento, endurecimento, esfriamento e "apergaminhamento" do órgão, com escurecimento. A reação inflamatória do tecido vivo adjacente é intensa e delimita uma linha de separação nítida entre o tecido sadio e a gangrena.


Gangrena Úmida (gangrena pútrida)


Ocorre em extremidades (pele, membros apendiculares, glândula mamária) e em vísceras internas. O importante é que haja fácil acesso de bactérias ao tecido necrótico.


Etiologia:

- nas extremidades ocorre em consequencia de isquemias graves, intensas e de rápida instalação, de maneira que o processo de necrose seja desencadeado sem que haja tempo para se desidratar o tecido em necrose;

- trombose (também chamados de "gangrena senil", determinando infartos de extremidades - consequencias de ateromas e varizes, nos membros inferiores - pode também evoluir para gangrena seca, dependendo da velocidade de instalação do processo);

- feridas traumáticas graves, infectadas (acidentes de transito, feridas de guerra, etc...);

- evolução de apendicites e colecistites graves;

- torções de alças intestinais e/ou trombose de artérias mesentéricas, produzindo necrose isquêmica de alças intestinais, liberando a proliferação descontrolada da flora bacteriana saprófita;

- evolução de pneumonias por aspiração de corpos estranhos;

- picada de cobra jararaca - veneno proteolítico tipo botrópico.




Características macroscópicas:


Aumento de volume (edema) e amolecimento progressivo (coliquação tecidual) com hemorragias e escurecimento (decomposição local da hemoglobina) do local. A ação das bactérias = odor extremamente fétido e a produção de grande quantidade de toxicas = toxemia grave - a morte do paciente.





Gangrena Gasosa


Gangrena enfizematosa, crepitante ou bolhosa - são causadas por bactérias anaeróbicas produtoras de gás (H2, CO2, CH4, NH3, SH2), de ácido butírico e de ácido acético. Enzimas proteolíticas produzidas degradam os tecidos tornando-os escuros, tumefeitos e crepitantes.


Etiologia: bactérias


Caracteríticas macroscópicas: tecidos escuros, tumefeitos e crepitantes.






ALTERAÇÃO DO INTERSTÍCIO

Existem doenças que ocorrem dentro das células e que ocorrem fora das células.
O tecido é composto de células e do meio interstício.

- Substância Fundamental Amorfa: são os proteoglicanos ou glicosaminoglicano ou mucopolissacarídeos ácidos/MPS Ac. O alto teor de carboidratos confere uma alta hidrofilia, facilitando a formação de Géis rígidos com carga negativa. (H2O + proteoglicanos + íons).
Proteoglicanos se liga ao sódio que se liga a H2O.

- Colágeno: representa 1/3 das proteínas totais, sendo composto de 33% de glicina, 13% de prolina e 9% de hidroxiprolina. É sintetizado pelos fibroblastos, condroblastos e osteoblastos. Os vários tipos são, em geral, responsáveis pela resistência.

- Elastina: a reunião de aminoácidos hidrófobos (valina, glicina, alanina, prolina) com a Lisina (que formará a bainha hidrófila). Ela é sintetizada pelos fibroblastos e por fibras musculares lisas, responsáveis pela elasticidade (tipo borracha).

O MEC é constituído então de:
- Substância Fundamental Amorfa
- Proteínas fibrilares (colágeno, elastina)
- Proteínas globulares

As células ficam fixas por causa dessas proteínas de adesão que se ligam nessas proteínas globulares.




Acúmulo de Substâncias fora da célula

Exemplos:
- Excesso de colágeno: o tecido fica muito rígido (FIBROSE)
- Acúmulo de fibra elástica: fibra elastose. No coração por exemplo ele vai dilatar muito tendo alterações funcionais.
- Excesso de H2O: edema




Carência de Substâncias fora da célula
Exemplos:

- Falta de colágeno: ressecamento (vitamina c forma o colágeno). O colágeno dá resistência. Se falta, o tecido fica com pouca resistência.

- Falta de fibra elástica: rugas



DOENÇAS CAUSADAS NA MATRIZ EXTRACELULAR REFERENTE AOS VASOS SANGUINEOS




Relembrando:

Vasos sanguíneos: veias e artérias

Tem parede resistente porque o sangue passa com uma certa pressão e então precisa ser resistente para não se romper (artéria).

Quando o vaso diminui de tamanho, a camada vai ficando mais fina (veia).

Lembrar:
altéria diminui até virar capilares
veia dos capilares até veia...


OLHAR DIREITINHO EM FISIOLOGIA


Camadas dos vasos sanguineos:


Parede dos vasos:

Tecido epitelial de revestimento (células endoteliais) e depois o tecido conjuntivo formam a camada íntima.

A outra camada é de células musculares que permitem a contração e relaxamento para o vaso aumentar ou diminuir de tamanho. Formam a segunda camada: camada média.

Por último a camada adventícia.


1) ARTERIOSCLEROSE

Grupo de processos que tem em comum o espessamento da parede e a diminuição da elasticidade vascular.

Ocorre na artéria. Sempre vai acumular alguma coisa na parede do vaso (na camada íntima, média ou adventícia) diminuindo a sua elasticidade.

Classificação:

- Aterosclerose
Acúmulo de gordura (colesterol LDL) na camada íntima do vaso. Sempre abaixo das células endoteliais - não está em contato direto com o sangue. Ocorre em artérias grandes e médias.

- Asteriosclerose de Monckeberg
Acúmulo de cálcio na camada média do vaso. Ocorre em artérias pequenas.

- Arteriolosclerose

Na camada íntima das arteríolas:

- Hialina: colágeno

- Hiperplásica: células musculares


1.1 - Aterosclerose ou Ateromatose
Doença de progressão lenta, de início precoce, cuja característica é o atemora - depósito circunscrito de lípides na camada íntima, formando uma placa fibrogordurosa focal e elevada, afetando artérias grandes e médias (principalmente as coronárias, as cerebrais, a orta, o tronco braquicefálico e as ilíacas.


As células endoteliais recobrem internamente os vasos, separam o sangue, fazem a cobertura do vaso protegendo o nosso corpo.

É uma doença de progressão lenta. É desde a infância. São anos de depósito.

Consequência do órgão: diminuição do fluxo sanguíneo (isquemia).

Só sabe quando tem algum problema.


Fatores de risco:
- dieta hiperlipídica e obesidade:
- hipertensão arterial;
- doenças metabólicas (diabete melito, hipotereoidismo, etc...);
- tabagismo;
- idade;
- tensão emocional (stress).
- hipercolesterolemia (relação LDL/HDL alta, ie LDL>70% e HDL<25%)> as células de defesa migram para fagocitar o colesterol que entrou. Com isso, já que sempre terá uma resposta inflamatória, vai somente aumentando. Por isso é uma doença inflamatória crônica --> vai aumentando de tamanho e diminuindo o vaso.

O maior caso é na artéria abdominal. Porque é um local de bifurcação. Aumenta a probabilidade.

As células da camada média também vai para o local fazer fagocitose e fazendo aumentar ainda mais a luz do vaso.

As células endoteliais podem deixar a gordura vasar --> forma coágulo dentro do vaso (TROMBOSE).


Patogenia:
- células endoteliais lesadas
- permite a entrada de colesterol
- macrófagos fagocitam o colesterol
- acumula-se
- células musculares da camada média vão para o local fagocitar
- algumas células musculares morrem
- mais resposta inflamatória
- depósito de uma cápsula formando uma parede nessa região (placa aterosclerótica - microfibrilosa - fibrogordurosa). É uma placa de tecido conjuntivo.



ATEROMA = mingau
PLACA ATEROSCLERÓTICA: células, MEC, lipídios extracelulares e intracelulares

Centro Necrótico = restos celulares, cristais de colesterol, células espumosas, cálcio.
Capsula de tecido conjuntivo, células musculares, placa fibrosa, macrófagos.


Características Macroscópicas:
"estrias gordurosas" elevadas na superfície.
Placas arredondadas, ovais ou irregulares (tipo "mapa geográfico")


Características Microscópicas:
- acúmulo progresso de lípides nas células mioíntimas e ao longo das fibras elásticas da limitante elástica interna.
- fibroplasia com o envolvimento da massa gordurosa e das células esponjosas por uma capa conjuntiva vascularizada.
- os grandes ateromas tem a limitante elástica interna destruída, com infiltração e compressão ateromatosa na camada média que se hipotrofia (perda de fibras elásticas e musculares e fibrose). Na adventícia ocorre fibrosamento e infiltração linfocitária.


Consequências:


- infarto do miocárdio
- infarto cerebral
- aneurismas da aorta
- doença vascular periférica (gangrena nas pernas)
- lesões isquêmicas nos tecidos

Diminuição do fluxo sanguíneo:

Aneurismo: o sangue passa, dilata a parede do vaso e não consegue voltar. A parede do vaso fica fraca porque perde a elasticidade.


Complicações:


- calcificações distróficas
- hemorragias internas, dentro do próprio ateroma, com distenção e aumento de volume da placa ateromatosa, a ruptura de aneurismas
- trombose, devido a modificação do fluxo e à descamação de células endoteliais com exposição do colágeno subendotelial, o que permite adesão e agregação plaquetária. Como evolução poderá advir isquemia, hipotrofia ou mesmo infarto.
- embolização do trombo ou mesmo da placa ateromatosa (ulceração endotelial com derrame de detritos ateromatosos na circulação)
- aneurisma

Embolo: quando a placa libera a gordura para o sangue

1.2 - Esclerose calcificante da média de MONCKEBERG ou Calcinose da média ou ainda arteriosclerose de Monckeberg

Doença senil cuja característica é o endurecimento das artérias musculares (ou distribuidoras ou de pequeno e médio calibre), devido à uma calcificação da túnica média (muscular).

Não se sabe a etiologia e nem a patogenia. Acredita-se que tem alguma coisa causando o aumento da contração e dilatação fazedo com que tenha necrose nas células.

Ocorre em pessoas mais idosas.

Artérias mais frequentemente afetadas: femoral, tibial, genitais e coronárias.

Ocorre calcificações anulares ou em placa, que a palpação lembram "traqueia de passarinho", ou então quando mais intensa, um tubo calcificado rígido.

O endotélio pode estar um pouco deformado, mas permanece intacto a maior parte das vezes. A luz vascular, assim como as túnicas íntima e adventícia, não estão afetadass, donde o pequeno significado clínico desta alteração.


Diminui ou não a luz do vaso, depende do local e de proporção. Pode causar ou não isquemia. VER NO POWER POINT em quais artérias pode acontecer.


1.3 - Arteriosclerose

Espessamento da parede de pequenas artérias ou arteríolas, devido à proliferação fibromuscular ou endotelial, geralmente associadas à hipertensão arterial.

Tipos:

Hialina --> espessamento homogêneo hialino das paredes arteríolares com mudança no aspecto estrutural e estreitamento da luz do vaso - rins, pâncreas, vesícula biliar, adrenais e mesentério. ocorre espessamento irregular da membrana basal causado pela deposição de material PAS positivo e colagenização da íntima. É a característica morfológica da nefroesclerose benígna (estreitamento arteriolar, isquemia renal difusa. Encontrado frequentemente em diabéticos e em idosos com hipertensão benigna. Diminui a luz do vaso.

A hialinose arteriolar ocorre por filtração de proteínas do plasma através do endotélio. Não é exclusivo de nenhuma doença, sendo observada em arteríolas de indivíduos normais com o avançar da idade, especialmente nas arteríolas do baço. Contudo, ocorre de forma mais precoce e intensa na hipertensão arterial e no diabetes mellitus. No rim, afeta especialmente as arteríolas aferentes glomerulares. Admite-se que a pressão arterial elevada gradualmente lesa as células endoteliais, alterando sua permeabilidade.

- Hipertensão controlada

Hiperplásica --> espessamento em lâminas concêntricas das paredes arteriolares com estreitamento progressivo da luz do vaso. A membrana basal mostra espessamento com proliferação das células mioíntimas e deposição de material fibrinóide e necrose aguda da parede de vasos. É rara, encontrada na hipertensão maligna. É grave. Patogenia obscura. Os sítios mais comuns são os vasos do tecido adiposo. Deixa a parede mais rígida mais em compensação diminui a luz do vaso.

- Hipertensão não controlada.


GOTA ÚRICA

(dor nas articulações)

Etiologia: deposição de cristais de ácido úrico nos tecidos conjuntivos e membranas serosas, afetando principalmente as articulações (gota articular), pleura e/ou peritonio e túbulos renais da região papilar, onde o pH baixo favorece a cristalização.

Adenina (DNA e RNA) e guanina cataboliza o ácido úrico que é excretado pelos rins.

Hiperuricemio = aumento do ácido úrico

O ácido úrico em excesso acumula-se nas articulações, pois o pH das articulações é baixo. O depósito de ácido úrico nas articulações causa ..... e gera a artrite.

A deposição de ácido úrico, degrada a articulação.

Gota Urica então acumula ácido úrico (cristais de urato de sódio) nas articulações, pode causar cálculos renais e também artrite. (Acomete mais homens de 30 a 50 anos). Inicia-se com ataques agudos de artrite que regridem espontaneanamente ou com medicação. Se não tratada, progride a fase crônica, em que deposição permanente de cristais na forma de tofos destrói as articulações.

Gota aguda: tem início súbito como uma artrite aguda, a articulação fica inflamada (inchada, quente e vermelha). Há febre e lecucocitose. O ataque pode ser desencadeado por excesso alimentares ou bebidas, ou não ter causa aparente. Há preferência por articulações distais (pés, tornozelos, joelhos, mãos, punhos, cotovelos) devido à menor temperatura destas (facilita precipitação dos cristais). Mecanismos do ataque agudo: precipitação de cristais de urato no líquido sinovial e tecidos periarticulares, na vigência de hiperuricemia. Os cristais provocam afluxo de neutrófilos que, na tentativa de fagoctiá-los, liberam enzimas proteolíticas e radicais livres, dando origem aos sinais inflamatórios. Também há ativação do complemento.

Gota Crônica: com o tempo, após vários ataques e remissões, vão-se formando insidiosamente depósitos de uratos, chamados tofos, que não são acompanhados de sinais inflamatórios. Gradualmente vão lesando as superfícies articulares, dando dor e rigidez. As articulações mais acometidas são as distais. Microscopicamente, observa-se reação inflamatória crônica inespecífica ou granulomatosa. Há forte tendência ao desenvolvimento de cálculos renais. Acompanha o indivíduo a longa data.


Associada a alimentação ingestão de carnes (proteínas) --> material genético (núcleo DNA e RNA) e também ao consumo de cerveja.


Etiopatogenia

- distúrbios na metabolização e eliminação dos catabólitos das purinas - ácido úrico;

- retenção de uratos - nas nefropatias crônicas;

- dietas hiperprotéicas (predisposição).


Patogênese da gota

É relacionada ao metabolismo das purinas e seu principal derivado, o ácido úrico.

O excesso de ácido úrico nos líquidos intersticiais é chamado hiperuricemia e a gota é sua principal consequência. Mais de 10% da população tem hiperuricemia, mas só 0,5% tem gota clínica.

Metabolismo das purinas e do ácido úrico e patogênese da gota
- O ácido úrico resulta do catabolismo das purinas (adenina e guanina), e é a única via de excreção das mesmas, que se dá pela urina.
- As purinas necessárias a síntese de ácidos nucléicos (RNA e DNA) são produzidas



O ácido úrico -------


Dieta rica em núcleo, carne, vísceras, carne bovina, couve-flor, feijão, leveduras usadas na fermentação.


Exemplos de alimentos pobres em purinas: ovos, leite e queijo.



Patogenia


Aumento do ácido úrico


- alimentação excessiva


- problemas renais - não excreta

EXERCÍCIOS

Caso 1
Dor no estomago pouco intensa sem radiação, sensação de peso no estomago, queimação que aparece 1 hora apos alimentar-se. A dor persiste por 15 a 20 dias


1-Etiologia:
Helicobnacter Pylori

2-Patogenia da úlcera:
A bactéria h. Pylori digere o muco que protege as células da parede do estomago contra o suco gástrico ( ação das enzimas digestivas)
As enzimas do suco gástrico liberam lisossomos que lisam a membrana da célula do tecido da parede do estômago – libera lisossomos que digerem as células da vizinhança causando a necrose que atinge o tecido epitelial e conjuntivo por isso se chama úlcera

3- Alterações macro e microscópicas
Macro – lesão escavada na parede gástrica circundada por reação ou área inflamatória, avermelhada ao redor com perda tecidual
Micro – perda de tecido epitelial de revestimento e conjuntivo, células sem núcleo. Presença de células inflamatórias.

Caso 2

Paciente Diabético com dor intensa e persistente no membro inferior que desenvolveu um tipo de gangrena

1- Classifique essa gangrena:
Gangrena seca

2- Descreva a etiologia e patogenia:
Etiologia: Diabetes Mellitus
Patogenia: A diminuição do fluxo sanguíneo causou a diminuição da chegada de nutrientes e oxigênio para a célula. Com isso ocorreu a diminuição da síntese de ATP(Mitocôndria), diminuiu a síntese de proteínas e fosfolipídios, que enfraqueceu a membrana plasmática da célula causando a LISE da célula ou a morte celular.
-Diminui ATP
-Diminui Função da Bomba de Na e K
- aumenta o Na na célula que atrai H2O, os lisossomos se rompem liberando enzimas digestivas que LISAM a célula.
Na área que sofreu necrose ocorre a ação de uma agente externo ( meio ambiente) desidratando o tecido necrosado, caracterizando e evoluindo para uma gangrena seca

3 – Alterações macroscópicas:
Ressecamento e escurecimento do tecido. Avermelhamento ao redor de onde tem células vivas – da resposta inflamatória.


Caso 3
Paciente com mal de Alzheimer , diminuição do encéfalo e do números de neurônios

1- Classifique este tipo de morte celular e descreva sua principais características
Morte celular: Apoptose
Característica:
- necessita de ativação gênica
-Gasto de ATP
- Síntese de proteínas ( Caspases)
-Fragmentação celular em pedaços apoptóticos envolvidos por membrana
-Não gera resposta inflamatória
- É geralmente fisiológico mas neste caso é patológico
- Os corpos apoptóticos são fagocitados por células da vizinhança.

2 – Descreva as alterações microscópicas
As células se encontram fragmentadas e envoltos pela membrana gerando corpos apoptóticos.. Contração das células e afastamento das células da vizinhança.


Caso 4
Paciente apresentando uma placa de ateroma na artéria coronária sofreu um infarto agudo. O paciente tem história clínica de Hipertensão. Na parede do ventrículo esquerdo pode-se observar uma hipertrofia. A área do infarto está circundada por uma área hiperêmica que representa a resposta inflamatória.

1-Qual a provável etiologia da aterosclerose deste paciente?
Hipertensão arterial

2-Descreva a patogenia da Aterosclerose: A hipertensão arterial lesa as células endoteliais, estas se contraem permitindo a passagem do colesterol para a camada íntima do vaso. O colesterol é oxidado e inicia uma resposta inflamatória. Ocorre a migração de macrófagos para a cama intima para fago citar o LDL transformando-se em células espumosas, migram também células musculares e algumas delas necrosam. \ocorre a evolução da placa com deposição de um tecido conjuntivo ao redor do ateroma gerando uma placa fibrogordurosa.

3-Liste 4 fatores de risco para aterosclerose:
Hipertensão arterial
Tabagismo
Obesidade
dieta hiperlipídica
diabetes

4-Descreva macro e microscopicamente a estrutura básica da placa aterosclerótica:
Macro: elevação e alteração de cor
Micro: Colesterol na matriz extracelular, células de defesa cheias de colesterol, células musculares cheias de colesterol, ocorre na camada intima do vaso aumentando a espessura da camada íntima

5-Qual a etiologia do Infarto:
Aterosclerose

6 – Descreva a patogenia do infarto neste caso:
Devido a placa fibrogordurosa, ocorre diminuição do fluxo sanguíneo; Diminui síntese de ATP,aumenta a quantidade de Ca, Ativa enzimas líticas que lessa as células, ocorre enfraquecimento de Membarna Plasmática da célula causando a LISE da célula ou a morte celular.



Caso 5

Paciente apresentando dor nas articulações dos dedos do pé. Exames apresentam uma hiperuricemia e também uma disfunção renal.

1-Qual a etiologia da gota neste caso?
Disfunção Renal

2-Qual a patogenia?
Devido a disfunção renal, acumulo de ácido úrico ( hiperuricemia). Esse ácido úrico em excesso foi depositado nas articulações dos dedos dos pés gerando uma resposta inflamatória.
A disfunção renal diminuiu a excreção do ácido úrico e causou hiperuricemia.
Podem ocorrer ataques agudos da doença pois a articulação está inflamada, com o tempo a articulação será destruída pela deposição de ácido úrico que irão forma os tofos botosos.



RESUMO DA MATÉRIA

Morte Celular:

Perda irreversível das atividades integradas da célula com consequente incapacidade de manutenção de seus mecanismos de homeostasia, ou seja, de equilíbrio da célula com o seu meio.

A sequência de fenômenos que ocorrem após a morte celular denominamos necrose celular. A necrose pode ocorrer pela atuação de enzimas próprias (autólise) ou de enzimas extracelulares de macrófagos e leucócitos que vão para o local da morte.

A autodestruição ativa de células ou grupos de células é a apoptose.


Apoptose:

- Condensação do núcelo e citoplasma

- Fragmentação do núcleo e célula (corpos apoptóticos) com fagocitose dessa célula por uma adjacente ou macrófago.

- Ocorrem então alterações na membrana plasmática que permitem o reconhecimento dessa célula necrótica por células fagocíticas.


Necrose:

Causas da Necrose:

Hipóxia (O2 baixo): anemias, envenenamento, insuficiência cardiorespiratória

Anoxia (O2 ausente): afogamento e pré-parto

Isquemia (falta de circulação): trombos, êmbolos, aterosclerose

Radicais livres

Agentes físicos

Agentes químicos

Agentes biológicos


Tipos de Necrose:

1 - Coagulação

2 - Liquefação

3 - Caseosa

4 - Gordurosa

5 - Gomosa

6 - Hemorrágica

7 - Fibrinóide

8 - Gangrenosa


1 - Coagulação ou isquêmica

É o mais comum. A área morta é microscopicamente amarela pálida, sem bilho, de limites mais ou menos precisos e de forma irregular ou triangular. Está presente em infartos, Também em queimaduras e lesões por ácidos e bases fortes. De líquido passa para sólido (perda de água).

É desfeito por heterólise e os restos das céluolas são fagocitadas por macrófagos (monócitos).

Tem a preservação da forma celular básica permitindo o reconhecimento da arquitetura do tecido (diagnóstico do órgão).


2 - Liquefação

A área necrótica é mole. Resulta da ação de enzimas hidrolíticas poderosas. Tem prevalência de autólise e heterólise. É característico da destruição pela isquemia do tecido cerebral que é pobre em proteínas facilitando seu amolecimento (necrose liquefativa por autólise).

Outro é de bactérias: enzimas de bactérias, de células mortas e dos leucócitos que contribuem para a digstão proteolítica liquefativa do tecido lesado (necrose liquefativa por heterólise) = pus (reação inflamatória - muitos leucócitos).


3 - Caseosa

Massa do queijo branco (fresco) = massa amorfa, esbranquiçada, sem brilho, pastoso, friável e seca.

É a soma da necrose de coagulação + liquefação. Marca registrada da tuberculose.

Microscopicamente: massa eosinofílica com restos nucleares fragmentados --> aparência suja. Aglomerado de material granular amorfo.

Tipo especial de inflamação onde tem macrófagos especiais (células epitelióides).


4 - Gordurosa ou estratonecrose

Ocorre no tecido adiposo. Resulta de:

- ação lítica de enzimas pancreáticas (necrose gordurosa enzimática). É o resultado da inflamação aguda do pâncreas = pancreatite aguda ou de tumores do pâncreas. Enzimas causam necrose dos tecidos gordurosos peripancreáticos e da cavidade abdominal e do próprio pâncreas.

- consequência da agressão mecânica traumática no tecido gorduroso (necrose gordurosa traumática). É fagocitado por macrófagos e células gigantes --> aparece tecido cictricial. As células godurosas podem ser rodeadas por uma zona de inflamação.

Características microscópicas: pingos de vela ou depósitos de giz branco.

Características macroscópicas: depósitos amorfos, esbranquiçados, consistência dura e cor basofílica.


5 - Hemorrágica

Grande quantidade de sangue no local. Denominação macro.

Ex: pulmão: quando um ramo da artéria é obstruído (trombose). Preserva os contornos estruturais ms a área isquêmica é invadida por sangue. Fígado: o sangue está estagnado. Cérebro: após uma hemorragia (é uma necrose hemorrágica e também isquêmica).

Pode ocorrer também quando a drenagem venosa é comprometida.


6 - Gomosa

É mais rara de se ver. Encontra-se na sífilis (goma sifilítica). A área necrótica apresenta-se compacta, uniforme e elástica, como uma goma, isto é, uma borracha, ou mais raramente fluída, viscosa.

O que necrosa neste caso é o tecido inflamado (rico em vasos, tecido conjuntivo, plasmócito e linfócitos). Esses componentes dão uma consistência firme e borrachosa.


7 - Fibrinóide

Tipo especial de necrose. Muito significado clínico. Pode aparecer em hipertensão arterial maligna e lupus. É representada por alteração granular, eosinofílica na parede vascular.


8 - Gangrena

Evolução da coagulação

Isquemia + liquefação (bactérias e leucócitos)

Membros inferiores --> trombose

Coagulação; pele, músculos (bactérias e inflamação)

N0 rim: diabéticos. O processo inflamatório dificulta a nutrição da papila renal, que morre por isquemia.


Gangrena úmida: gangrena infectada

Gangrena seca: gangrena não infectada